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Em uma reunião de um comitê da ONU, o presidente de uma comissão de inquérito reiterou conclusões apresentadas pela primeira vez dias antes. Israel rejeita o relatório, e o caso de genocídio perante a Corte Internacional de Justiça continua sem decisão.
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O presidente de uma comissão de inquérito da ONU disse a um comitê de direitos palestinos em 29 de outubro que seu grupo havia concluído que Israel continuava a cometer genocídio em Gaza. Ele também disse que a comissão havia constatado que autoridades e forças de segurança israelenses cometeram crimes contra a humanidade e crimes de guerra na Cisjordânia ocupada. A comissão apresentou essas conclusões no início daquela semana; a reunião não foi uma nova decisão judicial.
Srinivasan Muralidhar disse que as conclusões da comissão sobre a Cisjordânia incluíam os crimes contra a humanidade de extermínio, tortura e estupro. A Associated Press, que noticiou as conclusões da comissão em 26 de outubro, disse que não conseguiu corroborar de forma independente vários relatos de violência sexual descritos no relatório. O Ministério das Relações Exteriores de Israel rejeitou o relatório, classificando-o como propaganda destinada a minar seu direito à autodefesa. A missão israelense em Genebra também pediu a dissolução da comissão, informou a AP.
Relatórios humanitários separados da ONU documentam a violência contínua sem resolver as alegações jurídicas da comissão. A agência de coordenação de ajuda OCHA registrou 272 ataques de colonos ligados à colheita de azeitonas na Cisjordânia entre 1º de setembro e 19 de outubro, que deixaram um palestino morto e 200 feridos. A agência também disse que, segundo relatos, a polícia israelense prendeu 10 suspeitos após dois ataques em outubro. Em Gaza, a OCHA informou que ataques aéreos, bombardeios e disparos israelenses continuavam em meados de outubro.
Outros participantes da reunião abordaram diferentes efeitos do conflito. A relatora especial Francesca Albanese falou sobre ameaças à cobertura jornalística e à preservação de provas; Farida Shaheed se concentrou na interrupção da educação; e Surya Deva argumentou que os palestinos precisam poder participar de forma significativa das decisões sobre a reconstrução.
As conclusões da comissão são distintas do caso perante a Corte Internacional de Justiça. A África do Sul, que levou o caso à corte, diz que foram estabelecidos prazos para novas manifestações por escrito em 2027 e 2029. A corte ordenou medidas provisórias, mas ainda não proferiu uma decisão final sobre a alegação de genocídio.
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