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A Polinésia Francesa quer negociações sobre descolonização com participação da ONU, mas a promessa da França de realizar consultas não esclarece se haverá a visita proposta pela ONU.
O que mudou? · 06/10/2026, 20:09 UTC
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O presidente da Polinésia Francesa, Moetai Brotherson, pediu que a França participe de negociações sobre descolonização sob os auspícios da ONU, durante uma audiência de um comitê da ONU em 5 de outubro. A França disse que consultaria representantes da sociedade polinésia, mas esse anúncio não significou um acordo sobre a visita proposta da ONU ao território. A Polinésia Francesa é um dos 17 territórios da lista da ONU de Territórios Não Autônomos. [1] [3]
O apelo de Brotherson veio após uma votação na Assembleia da Polinésia Francesa em 24 de setembro. O Tahiti Infos informou que 54 parlamentares votaram a favor de uma resolução que pedia uma missão de visita da ONU, com o acordo da França, e negociações sobre opções institucionais dentro do marco constitucional francês. Dois representantes se abstiveram e um esteve ausente. A ampla votação não representou um apoio compartilhado à independência: integrantes do grupo autonomista Tapura disseram que seu apoio não significava respaldo a um processo de autodeterminação. [2]
O delegado da França defendeu a autonomia atual do território e apoiou a continuidade do diálogo direto. Um representante francês também disse que o presidente e o governo consultariam representantes da sociedade polinésia. Isso difere do pedido de Brotherson por negociações sob os auspícios da ONU, e não por outra discussão restrita ao marco institucional francês. [1] [3]
Alguns peticionários mencionaram o legado dos testes nucleares da França. Um monitoramento recente estimou que a radioatividade artificial decorrente de testes franceses e internacionais representou menos de 0,1% da dose anual efetiva de radiação para um adulto no Taiti, excluída a exposição médica; a estimativa não permite determinar a que as pessoas foram expostas durante os testes. Um estudo de 2023 sobre câncer de tireoide não encontrou associação geral clara com as doses reconstruídas, embora uma análise de sensibilidade tenha identificado um aumento significativo do risco. Os autores alertaram que o estudo tinha poder estatístico muito baixo. [1]
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Após a audiência, Brotherson disse que havia recebido sinais contraditórios sobre a visita proposta da ONU. Ele afirmou que aguardaria uma resposta do presidente da França antes de considerar definitiva a resposta do diplomata. [4]