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Países reunidos nas conversas da ONU sobre a natureza, na Armênia, chegaram a um novo plano de ação, enquanto as promessas de financiamento continuam abaixo das metas globais e um fundo voluntário para empresas recebeu poucos recursos.
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Países reunidos nas conversas da ONU sobre a natureza, na Armênia, chegaram a um novo plano de ação, mas o financiamento para conter a perda de biodiversidade continua muito abaixo do que os governos dizem ser necessário.
Delegados de quase 200 países chegaram a um acordo em Yerevan no início da manhã de sábado, depois que as negociações se estenderam além do prazo previsto para terminar. O acordo reconhece que os países estão atrasados em relação aos compromissos assumidos em 2022 no âmbito do Marco Global de Biodiversidade, entre eles a meta de proteger 30% das terras e dos mares do mundo até 2030.
Uma avaliação da ONU citada pela BBC concluiu que o mundo está no caminho para cumprir apenas uma das 24 metas do marco. O novo plano estabelece uma correção de rumo, embora ativistas ambientais tenham descrito o acordo como limitado em detalhes.
“Embora não seja particularmente empolgante nem detalhado, é uma boa notícia que os países tenham conseguido chegar a um acordo”, disse Catherine Weller, da Fauna & Flora, à BBC. Ela afirmou que os países não poderiam continuar rumo a 2030 sem mudar de direção.
O dinheiro continua sendo um obstáculo central. Os governos haviam prometido US$ 30 bilhões para a recuperação da natureza até 2030 e pretendiam mobilizar outros US$ 170 bilhões de fontes privadas. A BBC informou que as promessas não acompanhavam essas metas, enquanto alguns países redirecionavam a ajuda para a defesa e enfrentavam repetidos choques nos preços da energia.
Mais de US$ 1 bilhão foi prometido durante as negociações, metade por filantropos, entre eles a organização Re:wild, de Leonardo DiCaprio. Mas houve pouco avanço em relação a um fundo voluntário separado para empresas que lucram com material genético encontrado na natureza. Estimava-se que o fundo, conhecido como Fundo de Cali, poderia arrecadar até US$ 3,6 bilhões por ano; no início da reunião, as promessas somavam US$ 10.000.
Anna Ducros, pesquisadora do Instituto Internacional para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento que participou das negociações, disse que os governos também subsidiavam setores que prejudicam a natureza, incluindo a pesca em larga escala. Ela argumentou que os governos estavam gastando com a natureza enquanto também financiavam atividades que a danificam.
Houve algum avanço nos compromissos de reduzir subsídios prejudiciais, mas a BBC informou que o caráter voluntário do Fundo de Cali dificultava pressionar as empresas a contribuir. A disputa sobre o financiamento, portanto, continua sem solução, mesmo com os governos tendo chegado a um acordo sobre o plano de ação.
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