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Uma comissão de Defesa dos Comuns afirma que lacunas nas capacidades da Marinha Real para operar submarinos e navios podem enfraquecer a capacidade britânica de conter a atividade russa no Extremo Norte e proteger infraestruturas críticas.
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Uma comissão dos Comuns alertou que lacunas nas defesas britânicas no Ártico podem deixar o país menos preparado para conter a atividade de submarinos russos e proteger infraestruturas submarinas e rotas de abastecimento do Atlântico caso ecloda um conflito.
O relatório da Comissão de Defesa, *Defence in the High North*, afirma que a Marinha Real perdeu a capacidade de operar submarinos sob o gelo. O último submarino da classe Trafalgar foi aposentado em 2025, e o último Arctic Ice Exercise da Marinha ocorreu em 2018. O Ministério da Defesa afirmou em março que estava certificando submarinos da classe Astute para substituir a capacidade anterior.
A comissão recomenda que o governo informe sobre a retomada de operações sob o gelo para pelo menos alguns submarinos da classe Astute. Ela alerta que, sem essa capacidade, o Reino Unido fica menos apto a desafiar submarinos russos que operam sob o gelo. O relatório descreve uma lacuna de defesa, não um ataque russo em curso.
O relatório também aponta a escassez de fragatas antissubmarino e navios anfíbios, além da baixa disponibilidade de outras embarcações, incluindo destróieres e submarinos. A comissão afirma que esses problemas podem comprometer os planos do Reino Unido para a região, enquanto os aliados europeus continuam dependendo de capacidades militares dos Estados Unidos que levariam tempo e investimento para substituir.
O Extremo Norte inclui o Ártico e partes do Atlântico Norte. A comissão afirma que a atividade russa de submarinos e outras operações submarinas na região podem ameaçar as rotas de abastecimento da OTAN, infraestruturas britânicas como cabos de dados e dutos de transporte de energia, e a capacidade de dissuasão nuclear do país.
O relatório também pede ao governo que considere se a Força Expedicionária Conjunta, liderada pelo Reino Unido, deveria dar mais foco ao Extremo Norte, operando na região com mais frequência e desenvolvendo sua exigente função antissubmarino. Trata-se de uma recomendação a ser considerada, não de uma mudança de política acordada.
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