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O Sexto Comitê da Assembleia Geral da ONU iniciou uma revisão de duas semanas do trabalho da Comissão de Direito Internacional, com delegados debatendo proteções jurídicas para pessoas afetadas pela elevação do nível do mar e as perspectivas de regras de tratado sobre a imunidade de autoridades.
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O Sexto Comitê da Assembleia Geral da ONU iniciou duas semanas de debates sobre o trabalho da Comissão de Direito Internacional, incluindo como o direito internacional deve abordar a elevação do nível do mar e se projetos de regras sobre a imunidade de autoridades estatais poderiam servir de base para negociações de tratados.
O comitê, que trata de questões jurídicas, abriu a revisão do relatório anual da Comissão em 26 de outubro. O trabalho está dividido em três grupos de temas. O primeiro inclui a imunidade de autoridades estatais à jurisdição penal estrangeira, os princípios gerais do direito e a elevação do nível do mar em relação ao direito internacional.
O debate sobre a elevação do nível do mar concentrou-se nas consequências para as pessoas e para a condição de Estado à medida que as linhas costeiras mudam. Em nome da Aliança dos Pequenos Estados Insulares, o representante de Palau disse que a proteção de um Estado e de suas zonas marítimas seria incompleta se as pessoas afetadas ficassem desprotegidas. Ele apontou possíveis medidas, entre elas acordos de mobilidade climática, vias humanitárias e ações para prevenir a apatridia.
Fiji, falando em nome dos pequenos Estados insulares em desenvolvimento do Pacífico, saudou a conclusão do relatório da Comissão de que a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar não contém nenhuma disposição que exija que os Estados atualizem as fronteiras marítimas depois que as linhas de base e os limites tenham sido devidamente estabelecidos. O representante de Fiji disse que a estabilidade das zonas marítimas e a continuidade da condição de Estado eram centrais para a soberania do Pacífico.
A Letônia, falando em nome da Estônia e da Lituânia, apoiou a presunção de que os Estados podem manter sua identidade jurídica mesmo que seu território fique parcial ou totalmente submerso. A Islândia, falando em nome dos países nórdicos, disse que os mais afetados não poderiam arcar sozinhos com o ônus e pediu que a mitigação fosse tratada como uma medida central de prevenção de riscos, juntamente com a adaptação.
Os delegados também divergiram sobre os projetos de artigos da Comissão relativos à imunidade de autoridades estatais. O representante da Islândia, também falando em nome da Dinamarca, da Finlândia, da Noruega e da Suécia, descreveu o texto como amplamente aceitável e disse que poderia servir de base para negociações de um tratado.
O Reino Unido apoiou negociações de um tratado como opção de longo prazo, mas disse que seria prematuro iniciá-las imediatamente, citando divergências de opinião sobre a imunidade funcional, que diz respeito a atos oficiais. A África do Sul apoiou a exclusão da imunidade para certos crimes graves, entre eles genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de guerra, agressão, escravidão e tráfico de escravos.
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O presidente da Comissão, Andreas Mavroyiannis, do Chipre, disse que o órgão havia adotado 17 projetos de artigos sobre a imunidade de autoridades, 13 projetos de conclusões sobre meios subsidiários para determinar regras do direito internacional e 12 projetos de diretrizes sobre disputas entre organizações internacionais e partes privadas. A revisão do Sexto Comitê continuará nas próximas duas semanas, abrangendo outras questões, incluindo disputas envolvendo organizações internacionais e acordos juridicamente não vinculantes.
A ONU descreve seu relato da reunião como informação para a imprensa, não como registro oficial.