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Organizações de direitos humanos afirmam que a Venezuela soltou presos políticos de vários centros de detenção, enquanto figuras da oposição pressionam pela realização de eleições.
O que mudou? · 28/09/2026, 06:13 UTC
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A organização venezuelana de direitos humanos Foro Penal afirmou ter confirmado a soltura de 20 pessoas que classifica como presos políticos em 25 e 26 de setembro. As solturas ocorrem enquanto figuras da oposição renovam os pedidos por eleições livres. [2] [1]
Outra organização, Justicia, Encuentro y Perdón, havia confirmado diretamente a saída de 39 pessoas da prisão, informou o El Diario. A organização disse que 17 dessas pessoas não constavam de seu cadastro de presos políticos. Os números das organizações podem incluir as mesmas pessoas e, por isso, não podem ser somados para formar um total único. [4]
As solturas ocorreram após uma reunião entre a presidente interina Delcy Rodríguez e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Assembleia Geral da ONU. Trump disse que eles discutiram eleições. O governo da Venezuela não informou se a reunião teve relação com as solturas. O governo nega prender dissidentes e tem apresentado as solturas de presos como gestos de reconciliação. [6] [1]
Rodríguez afirmou que a Venezuela realizará eleições, mas não deu uma data. Também não está claro se as pessoas soltas continuam sujeitas a restrições judiciais ou se foram libertadas incondicionalmente. [1] [4]
Gonzalo Himiob, vice-presidente da organização de direitos humanos Foro Penal, disse que “um número significativo” de presos políticos foi solto de vários centros de detenção na Venezuela na manhã de sábado, informou a BBC News. Entre os que teriam sido soltos estava Wilder Vasquez, condenado a cinco anos de prisão em 2018 por alegações de que havia planejado matar o ex-presidente Nicolás Maduro. O Foro Penal também confirmou a soltura de Miguel Castillo Cedeño, que, segundo a organização, estava detido arbitrariamente desde junho de 2019. [1]
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As solturas ocorreram após conversas na terça-feira, em Nova York, entre a presidente interina Delcy Rodríguez e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O governo da Venezuela não comentou as solturas mais recentes nem informou se elas estavam ligadas à reunião. Figuras da oposição renovaram os pedidos por eleições livres. Em discurso na ONU na quinta-feira, Rodríguez disse que “haverá eleições na Venezuela”, mas não deu uma data. [1]
O governo de Rodríguez já havia soltado centenas de presos, mas o ritmo das solturas caiu acentuadamente em abril, depois que ela disse que o programa estava perto do fim. O Foro Penal afirmou que, até então, menos da metade dos presos políticos da Venezuela havia sido solta. [1]
O governo nega prender dissidentes e descreve as solturas como gestos de boa vontade e reconciliação. A oposição e organizações de direitos humanos afirmam que o governo de Maduro usou a detenção por motivos políticos para silenciar críticos. [1]