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As autoridades iranianas dizem que dois homens foram enforcados por suposta violência durante protestos em Mashhad. Uma organização de direitos humanos relatou alegações de que um deles foi forçado a confessar.
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O Judiciário iraniano anunciou em 30 de setembro que Ali Hemmati Sistani e Majid Nikandish haviam sido executados por supostos atos cometidos durante os protestos contra o governo em janeiro, em Mashhad. A Tasnim informou que os homens foram enforcados depois que a Suprema Corte manteve suas sentenças de morte. [2] [3]
Segundo o relato do Judiciário, os homens teriam atacado e incendiado uma loja e esfaqueado dois integrantes da milícia Basij no distrito de Tabarsi, na cidade. O relato relaciona os distúrbios no local à morte de quatro integrantes das forças de segurança. O Iran International informou que o Judiciário não especificou qual dessas mortes um ou outro homem era acusado de causar. [2] [3]
A Human Rights Activists News Agency afirmou que Nikandish havia sido condenado à morte por *moharebeh*, ou “inimizade contra Deus”. Também afirmou ter recebido informações de que ele foi submetido a confissões forçadas durante a detenção. O relato da Tasnim cita declarações nas quais os homens teriam admitido envolvimento e diz que advogados compareceram ao julgamento. [4] [2]
O caso ocorre após protestos que começaram em dezembro por motivos econômicos e se transformaram em manifestações contra o governo em todo o país. A Human Rights Watch e o Abdorrahman Boroumand Center contabilizaram 29 execuções anunciadas em ligação com os protestos entre 18 de março e o fim de agosto; segundo as organizações, as acusações em 16 desses casos não incluíam nenhuma alegação de que os réus tivessem matado alguém. [1] [5]
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