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Peter Ticktin sugeriu apreender materiais eleitorais e mencionou a lei marcial como possibilidade caso conteste a votação de novembro. Essas propostas não se transformaram em ordens do governo.
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Um advogado aliado de Donald Trump mencionou a possibilidade de lei marcial caso considere fraudadas as eleições legislativas dos Estados Unidos em novembro. Outros ativistas eleitorais pressionam por mudanças na votação e na apuração. São propostas, não medidas anunciadas pela Casa Branca, e advogados eleitorais dizem que poderes de emergência não permitiriam ao presidente assumir o controle de eleições organizadas pelos estados. [2] [4]
Peter Ticktin, advogado da ex-escrivã eleitoral do Colorado Tina Peters e amigo de infância de Trump, fez o comentário sobre lei marcial durante um encontro on-line em 30 de setembro, informou a Axios. Mais tarde, disse à Axios que talvez fosse necessário apreender cédulas e equipamentos eleitorais para investigar possíveis problemas. Em entrevista separada, publicada antes da reportagem da Axios, Ticktin disse ao Votebeat que a situação poderia eventualmente exigir lei marcial e sugeriu que forças federais poderiam apreender máquinas onde houvesse dúvidas sobre a apuração. [2] [4]
Peters apresentou uma proposta diferente: usar cédulas de papel e conferir os totais eletrônicos com uma apuração manual antes da certificação dos resultados. O plano que ela publicou afirma explicitamente que não alega que o resultado de uma eleição anterior nos Estados Unidos tenha sido alterado eletronicamente. Ticktin disse à Colorado Public Radio que a segunda apuração proposta por ela não exigiria uma ordem de emergência para interromper a votação antes disso. [3] [5]
Peters já teve acesso a Trump. O ex-funcionário do Departamento de Justiça Ed Martin disse que ela se reuniu com o presidente no Salão Oval no início de outubro para discutir planos eleitorais, informou a Colorado Public Radio. Não foi estabelecido o que Trump aceitou, se é que aceitou algo. [5]
Derek Tisler, advogado eleitoral do Brennan Center, disse à Axios que o Congresso define a data das eleições federais e os estados escolhem seus sistemas de votação e procedimentos de apuração, sujeitos à legislação federal. Segundo ele, nem os poderes de emergência nem a lei marcial permitiriam a Trump ignorar essas regras ou assumir o controle dos materiais eleitorais.
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O governo tomou uma medida distinta para a segurança eleitoral: uma diretriz do Pentágono de setembro voltada a detectar e combater possíveis interferências estrangeiras. Segundo a Axios, ela não instrui tropas a apreender máquinas de votação. Um porta-voz da Casa Branca disse à Axios que Trump acredita que todo voto legal deve ser contado; a declaração não endossou as propostas de Ticktin. [6] [2]