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Um estudo estima que cerca de 293.800 pessoas em bacias hidrográficas do Himalaia viviam dentro de uma zona de referência para possível exposição a inundações em 2026, enquanto a área construída nessa zona cresceu 46% de 2016 a 2023.
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Um estudo estima que quase 294.000 pessoas em bacias hidrográficas do Himalaia, no Nepal e em regiões vizinhas da Índia e da China, viviam em áreas potencialmente expostas a inundações em 2026, enquanto o desenvolvimento de construções em algumas dessas áreas avançou rapidamente.
A estimativa abrange pessoas que vivem até 50 metros de diferença vertical dos leitos dos rios — uma medida usada pelos pesquisadores como referência para uma possível exposição a inundações, não como previsão de que essas pessoas serão atingidas por uma inundação. O estudo, publicado na *Scientific Reports*, constatou que a área construída nessa faixa cresceu 46% entre 2016 e 2023. A área construída dentro de zonas de inundação modeladas para lagos glaciais de alto risco aumentou 77%.
A pesquisa examinou bacias hidrográficas no Nepal e áreas transfronteiriças da Índia e da China, com foco em territórios até 50 km a jusante de lagos glaciais. A estimativa de 293.800 representa 18% da população dessas bacias estudadas. Especificamente para os cursos de água provenientes de lagos glaciais, os pesquisadores estimaram que 144.400 pessoas estavam dentro da mesma faixa vertical de 50 metros.
A BBC informa que as áreas mapeadas pelo estudo incluem o norte do Nepal, partes do sudeste do Tibete e um trecho do estado indiano de Uttarakhand. A reportagem descreve instalações turísticas, moradias e infraestrutura entre os empreendimentos em andamento na região. Os pesquisadores não encontraram aumento claro da exposição de construções nas bacias hidrográficas da Índia, ao contrário do que observaram no Nepal e na China.
Os números indicam aumento da exposição, não quantas pessoas provavelmente morrerão ou serão deslocadas. A medida de 50 metros não modela a profundidade nem a velocidade das inundações ou seus períodos de retorno, e os números populacionais se baseiam em projeções que, segundo o estudo, têm incerteza substancial. Os pesquisadores também observam que os conjuntos de dados sobre a área ocupada por construções variam em precisão e abrangência.
Em Pokhara, no Nepal, o prefeito Dhana Raj Acharya disse à BBC que muitos prédios antigos ficam a cerca de cinco metros do rio Seti Gandaki, apesar das regras que exigem que novos prédios fiquem mais distantes. “Para onde vamos movê-los e como faremos isso é o verdadeiro desafio”, disse ele.
O estudo constatou que a área construída a uma distância de 0–50 metros da altura do canal fluvial passou de 12,38 km² em 2016 para 18,04 km² em 2023. Dentro das áreas modeladas de inundação por lagos glaciais, aumentou de 0,72 km² para 1,28 km². O artigo afirma que essas zonas modeladas representam cenários para lagos avaliados como tendo alto potencial de transbordamento, e não previsões de quando um lago vai transbordar.
As conclusões surgem em meio à preocupação contínua com o desenvolvimento ao longo dos rios do Himalaia. Em um alerta separado sobre o risco de inundação na Inglaterra,
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