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Agricultores e Heidi Levine, fotógrafa do The Washington Post, ficaram feridos perto de Abu Falah. Relatos de testemunhas e vídeos registram a agressão, embora o total de vítimas ainda não esteja claro.
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Colonos israelenses mascarados atacaram palestinos que colhiam azeitonas perto de Abu Falah, na Cisjordânia ocupada, na sexta-feira, 16 de outubro, ferindo agricultores e uma fotógrafa dos EUA que trabalhava para o The Washington Post. Repórteres testemunharam a violência nos olivais, enquanto um vídeo mostrou a fotógrafa, Heidi Levine, sendo espancada por homens mascarados. [1] [5]
Uma equipe da BBC viu primeiro colhedores de azeitonas feridos sendo retirados da área em veículos. Mais tarde, acompanhou dezenas de colonos descendo uma colina, incendiando oliveiras e lançando pedras com estilingues na direção dos agricultores. Repórteres da Reuters também viram colonos descerem em direção aos colhedores e atirarem pedras. Palestinos revidaram com pedras; a BBC disse que alguns também soltaram fogos de artifício à medida que o confronto se intensificava. [1] [4]
Um vídeo descrito pela CBS News mostrou homens mascarados derrubando Levine no chão e espancando-a. Ela foi levada a um hospital em Ramallah. Levine disse que levou vários chutes, apesar de usar capacete e colete de proteção. Matt Murray, editor-executivo do The Washington Post, disse que ela estava claramente identificada como jornalista e pediu uma investigação completa. [5] [1]
Um representante local disse à BBC que 12 palestinos ficaram feridos nos ataques, incluindo quatro com cidadania palestina e americana. A CBS News informou que o Crescente Vermelho Palestino atendeu três palestinos em Abu Falah. Os números se referem a grupos diferentes mencionados nos relatos e não constituem um balanço definitivo. [1] [5]
Segundo a BBC, forças israelenses chegaram e dispararam gás lacrimogêneo em direção aos campos palestinos; a Associated Press também registrou palestinos fugindo do gás. Foram ouvidos tiros, mas a BBC não conseguiu identificar quem disparou os tiros que ouviu. A Reuters disse que um de seus fotógrafos viu um colono armado disparar uma arma. As Forças Armadas israelenses disseram que soldados dispararam tiros de advertência e atiraram contra uma pessoa que, segundo os militares, havia se aproximado deles com um objeto cortante. A AP informou que paramédicos atenderam um palestino baleado por soldados israelenses. Esses relatos não estabelecem que todos os tiros ou ferimentos tenham ocorrido no mesmo confronto.
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O Conselho Regional de Binyamin, que representa os assentamentos da região, alegou que o confronto foi uma provocação palestina planejada. Os relatos de lançamento de pedras e de fogos de artifício não explicam a agressão filmada contra Levine nem o movimento dos colonos em direção aos olivais, presenciado por repórteres. A polícia e as Forças Armadas israelenses disseram que abriram investigações. [6] [5]
O ataque ocorre durante uma colheita já marcada pela violência. Em um relatório que cobre o período de 22 a 28 de setembro, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários registrou 53 ataques de colonos em toda a Cisjordânia que causaram vítimas palestinas, danos materiais ou ambos. Esse número é anterior aos acontecimentos de sexta-feira e não representa a quantidade de ataques em Abu Falah. [7]