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Mais de um em cada 10 estudantes universitários no último ano no Reino Unido planeja se mudar para o exterior em busca de melhores oportunidades, enquanto aumenta a concorrência por empregos para recém-formados no país. Três jovens britânicos descrevem os diferentes fatores envolvidos em suas decisões.
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Mais graduados no Reino Unido estão considerando se mudar para o exterior à medida que aumenta a concorrência por empregos para recém-formados no país. Uma pesquisa constatou que mais de um em cada 10 estudantes no último ano da universidade planeja partir em busca de melhores oportunidades.
O índice subiu em relação aos 7,8% de dois anos atrás, segundo uma pesquisa com 15.000 estudantes citada pela BBC. Separadamente, o Institute of Student Employers afirma que a concorrência por vagas para recém-formados chegou ao maior nível em três décadas: os empregadores recebem agora, em média, 140 candidaturas por vaga, 14% a mais do que em 2025.
A BBC conversou com três jovens britânicos que se mudaram para o exterior, cada um por motivos diferentes. Rachel James, de 26 anos, deixou um emprego corporativo em Londres e foi para Sydney sem ter outro trabalho acertado. Agora trabalha com marketing e diz que valoriza o estilo de vida da cidade, apesar de ganhar menos do que ganhava no Reino Unido.
Seu salário anual caiu de £42.000 para £37.000, disse ela. James paga A$2.000 por mês para alugar um apartamento de dois quartos com uma amiga — um valor semelhante ao que pagava de aluguel em Londres. James disse que a progressão na carreira não foi sua prioridade ao se mudar.
Charlie West, de 25 anos, mudou-se para os Estados Unidos em 2024, depois de concluir um mestrado em Oxford. Ele está fazendo um doutorado financiado em Yale e diz que o financiamento e as oportunidades de dar aulas e participar de conferências eram melhores do que as que poderia encontrar no Reino Unido. Sua bolsa é de $51.000 por ano e deve subir para $52.000, disse ele à BBC.
Owein Iveson, de 24 anos, está concluindo um mestrado em design na Universidade Aalto, na Finlândia. Ele disse que se apaixonou pela Finlândia depois de visitá-la em 2020 e não espera voltar ao Reino Unido em breve. Reconheceu que o mercado de trabalho finlandês “não é dos melhores”, mas disse que há demanda por profissionais de TI e mais oportunidades para quem pode trabalhar em toda a União Europeia.
A Austrália continua sendo o destino mais popular entre os adultos britânicos que se mudam para o exterior, seguida pelos Estados Unidos, segundo dados oficiais citados pela BBC. Os dados não identificam os destinos especificamente para graduados. Portadores de passaporte britânico com idade entre 18 e 35 anos podem morar na Austrália por até três anos pelo programa Working Holiday Maker do país.
Os dados do Office for National Statistics citados na reportagem mostram que, em 2025, 75.000 pessoas a mais com idade entre 16 e 34 anos deixaram o Reino Unido do que chegaram. A BBC também cita o advogado de imigração John Kiely, que apontou as dívidas estudantis, os custos de moradia, o crescimento salarial e a incerteza quanto ao emprego como razões para que graduados considerem oportunidades no exterior.
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Os relatos mostram diferentes fatores em jogo: James escolheu o estilo de vida em vez do salário, enquanto West mencionou o financiamento e as oportunidades acadêmicas. Iveson, por sua vez, vê perspectivas além da Finlândia no mercado de trabalho mais amplo da União Europeia.