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ANÁLISE E OPINIÃO DE IA

Ataques dos EUA e de Israel danificaram instalações nucleares iranianas, mas não dão respaldo à alegação de Donald Trump de que Israel e o Oriente Médio teriam sido destruídos caso contrário.
Produzido com pesquisa aprofundada por IA, redação baseada em fontes e correção linguística. As fontes e as incertezas acompanham o artigo.
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Em uma publicação no Truth Social em 6 de novembro de 2026, Trump escreveu que Israel e todo o Oriente Médio “NÃO EXISTIRIAM HOJE” se ele não tivesse impedido o Irã de obter uma arma nuclear. A publicação não identificou uma operação. Em um discurso separado no mesmo dia, ele associou uma alegação semelhante ao uso de bombardeiros B-2 dos EUA mais de um ano antes.
Uma avaliação da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA, baseada em informações até 11 de maio de 2025, afirmou que o Irã “quase certamente” não estava produzindo armas nucleares e que seus líderes provavelmente não haviam decidido retomar o programa de armas anterior. Era uma avaliação do Irã antes dos ataques, não um julgamento sobre o que seus líderes poderiam ter decidido depois.
A agência também afirmou que o Irã provavelmente poderia produzir material físsil de grau militar suficiente para um primeiro dispositivo em menos de uma semana. Essa era uma estimativa sobre o material, não sobre uma bomba concluída. Mesmo que os ataques tenham atrasado ou impedido a produção de uma bomba, não se conclui daí que o Irã teria usado uma ou que toda a região teria sido destruída.
O Irã afirma que seu programa nuclear é pacífico. Em maio de 2025, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) disse não ter indícios confiáveis de um programa estruturado e não declarado em andamento, como o que o Irã havia conduzido até o início dos anos 2000. Mas também constatou que o Irã não havia declarado material nuclear em três locais e disse não poder assegurar que o programa fosse exclusivamente pacífico.
Israel iniciou ataques contra o Irã em 13 de junho de 2025. Em 22 de junho, ataques dos EUA atingiram instalações nucleares em Fordow, Natanz e Isfahan. Uma análise de imagens de satélite publicada em agosto de 2025 pelo Center for Strategic and International Studies, sediado nos EUA, constatou danos extensos nos três locais, mas concluiu que o programa nuclear iraniano não havia sido completamente eliminado.
Os EUA e Israel lançaram novos ataques contra o Irã em fevereiro de 2026. Em um relatório de outubro, o Serviço de Pesquisa do Congresso afirmou que o impacto dos ataques de 2025 e 2026 sobre a capacidade do Irã de produzir uma arma nuclear continuava incerto.
A AIEA estimou que, em 13 de junho de 2025, o Irã tinha 440,9 quilogramas de urânio enriquecido a até 60%. A agência interrompeu seu trabalho de verificação quando os ataques de junho começaram e retirou seus inspetores até o fim do mês por motivos de segurança. Posteriormente, o Irã aprovou uma lei suspendendo a cooperação.
Em 27 de outubro de 2026, o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, disse que a agência não podia verificar o estoque, embora inspetores estivessem realizando verificações na usina nuclear de Bushehr. Grossi afirmou que a AIEA não havia identificado reparos ou reconstrução em instalações danificadas nos ataques de 2025 e 2026, mas precisava de acesso para verificar as condições delas. Uma avaliação da inteligência dos EUA havia afirmado em março que, antes dos ataques de fevereiro, o Irã pretendia tentar recuperar sua infraestrutura nuclear.
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O acordo nuclear de 2015 limitou o enriquecimento de urânio pelo Irã e ampliou o monitoramento. Trump encerrou a participação dos EUA em 2018; a AIEA constatou que o Irã começou a ultrapassar os limites do acordo em 2019, e depois o país restringiu o monitoramento adicional.
Trump fez uma alegação semelhante em 9 de outubro, ao argumentar que merecia o Prêmio Nobel da Paz. Sua publicação mais recente veio três dias depois das eleições de meio de mandato dos EUA, nas quais os republicanos perderam o controle das duas casas do Congresso. A Associated Press informou que a insatisfação com a forma como ele conduziu a guerra contra o Irã e com os altos preços dos combustíveis contribuiu para a derrota.
A publicação também ocorreu em meio a esforços mediados pelo Catar para pôr fim à guerra. Citando dois funcionários regionais, a AP informou que o Irã estava analisando propostas para resolver divergências sobre seu programa nuclear. As ideias incluíam permitir o acesso de inspetores da AIEA a locais bombardeados, em troca do fim do bloqueio dos EUA e da liberação de parte dos fundos iranianos congelados.
Mais tarde naquela noite, Trump disse a jornalistas que as forças dos EUA haviam realizado um ataque separado e limitado contra um sistema iraniano de defesa aérea.
As propostas preveem novas conversas sobre o estoque de urânio, que não foi verificado. Os danos documentados às instalações iranianas não comprovam a certeza de Trump de que, sem sua intervenção, Israel e toda a região teriam sido destruídos.