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Participantes do Conselho de Segurança disseram que a inteligência artificial e outras tecnologias emergentes podem melhorar a segurança marítima, mas também trazer novos riscos. Eles defenderam salvaguardas, supervisão humana e cooperação. Nenhuma nova regra foi acordada no debate.
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O Conselho de Segurança da ONU ouviu apelos por supervisão humana, maior cibersegurança e cooperação internacional enquanto governos avaliam como as tecnologias emergentes podem proteger as rotas marítimas — ou torná-las mais vulneráveis a ataques e interrupções.
Em um debate de alto nível em 29 de outubro, participantes citaram riscos como ciberataques, interferência em sistemas de navegação e uso indevido de tecnologia marítima autônoma. Também argumentaram que ferramentas como a inteligência artificial podem melhorar os alertas antecipados, o monitoramento de embarcações e as respostas a crimes marítimos.
Earle Courtenay Rattray, chefe de gabinete do secretário-geral da ONU, disse que a tecnologia deve servir à humanidade e alertou que erros ou uma escalada não intencional podem ter consequências humanas. Ele pediu aos Estados que criem salvaguardas e uma base de evidências para avaliar os riscos, além de defender normas internacionais e uma cooperação mais forte.
O debate abrangeu desde o transporte marítimo comercial e cabos submarinos até sistemas militares e infraestrutura crítica. Fareed Zakaria disse que a IA poderia cruzar dados rapidamente para identificar anomalias, enquanto Michail Bletsas, chefe de cibersegurança da Grécia, descreveu a IA tanto como uma ferramenta defensiva quanto como um multiplicador de ameaças. Bletsas disse que 87% das organizações marítimas haviam sofrido um incidente significativo de cibersegurança nos 12 meses anteriores.
O representante da Ucrânia disse que mais de 1.600 instalações de infraestrutura portuária no país haviam sido danificadas ou parcialmente destruídas em ataques russos. O representante da Rússia contestou que o Conselho de Segurança fosse o fórum adequado para discussões sobre IA e segurança marítima, argumentando que o direito internacional vigente se aplica e que restrições adicionais aos sistemas militares de IA são injustificadas.
Os participantes também divergiram sobre o papel das instituições internacionais. O representante dos Estados Unidos apoiou o diálogo com o setor e o compartilhamento de experiências, mas disse que a Organização Marítima Internacional não deve exceder seu mandato. O delegado da Rússia argumentou que as questões cabiam a outros órgãos da ONU e fóruns especializados. Outros participantes ressaltaram a importância da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar e das regras que protegem a liberdade de navegação.
O relato da reunião divulgado pela ONU registra propostas e posições nacionais, e não um acordo do Conselho para adotar novas regras. A discussão ecoou um alerta separado da ONU sobre os riscos para civis decorrentes de drones e armas autônomas, que também pediu uma governança mais robusta da inteligência artificial.
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