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Dois jornais informam que mísseis Patriot destinados à Ucrânia aguardam aprovação dos EUA. As transferências não foram rejeitadas formalmente, e autoridades divergem sobre se a política está por trás de algum atraso.
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O jornal The Washington Post informou em 19 de outubro que o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, não havia concluído as etapas de aprovação para transferências de mísseis interceptadores Patriot à Ucrânia. Pelo menos alguns dos mísseis viriam de países amigos de Kyiv, que precisam de autorização dos EUA para repassar as armas fabricadas nos Estados Unidos. Os mísseis são importantes para a defesa da Ucrânia contra ataques russos com mísseis balísticos. [1]
O Post citou uma autoridade dos EUA e outras três pessoas familiarizadas com o assunto, todas sob anonimato. Elas disseram que Hegseth não havia rejeitado formalmente as transferências e continuava aprovando algumas outras formas de assistência dos EUA à Ucrânia. A reportagem não identificou os países envolvidos nem informou quantos mísseis aguardavam aprovação. [1]
Em uma reportagem separada, o Kyiv Independent conversou com uma autoridade ucraniana de alto escalão e duas autoridades militares ucranianas, que também disseram que Hegseth ainda não havia aprovado o fornecimento de Patriot. Uma autoridade disse que os aliados da Ucrânia já haviam pago pelos mísseis; outra descreveu o lote como “significant” (significativo), sem informar uma quantidade. Não está claro se elas se referiam às mesmas transferências descritas pelo Post. [2]
Autoridades ucranianas suspeitam que o atraso seja político, mas uma autoridade do governo dos EUA disse ao Kyiv Independent que as alegações ucranianas eram “not true” (não verdadeiras), sem especificar quais alegações contestava. Uma autoridade da OTAN disse que as entregas pelo programa mais amplo PURL, financiado pelos aliados, continuavam, inclusive as de equipamentos de defesa aérea. Outra disse que algumas remessas poderiam atrasar, mas que razões políticas provavelmente não explicariam esses atrasos. Essas entregas mais amplas não esclarecem se as transferências específicas relatadas pelos jornais foram aprovadas. [2]
A questão imediata é se, e quando, as transferências relatadas receberão aprovação. Nenhum dos jornais identificou os pedidos específicos nem estabeleceu que efeito o atraso relatado teve sobre as entregas à Ucrânia.
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