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Após um estudo de quatro anos sobre o passado colonial da família real holandesa, pesquisadores têm opiniões diferentes sobre onde são necessários novos trabalhos.
O que mudou? · 02/10/2026, 16:39 UTC
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Um estudo em cinco livros sobre o passado colonial da família real holandesa foi apresentado em Leiden em 2 de outubro, trazendo nova atenção à forma como demonstrações de lealdade à Casa de Orange-Nassau eram organizadas sob o domínio colonial. [4]
A agência de notícias ANP informou que a pesquisa concluiu que o entusiasmo pela dinastia era imposto em relações de poder desiguais. A historiadora Esther Captain descreveu demonstrações cuidadosamente encenadas de unidade imperial que ocultavam exclusão, desigualdade e resistência. Ela disse que críticas à família real e outras manifestações públicas de dissenso eram muitas vezes silenciadas. [1]
A editora descreve retratos reais em salas de aula, festivais e iniciativas educacionais destinadas a promover a lealdade. Seu relato também coloca celebrações exuberantes ao lado de zombarias e protestos. Portanto, cerimônias públicas não podem ser consideradas uma medida simples daquilo em que as pessoas acreditavam em particular. [2]
O projeto mais amplo abrange a história colonial holandesa de cerca de 1600 até o presente. A coletânea organizada por Captain e Guno Jones inclui perspectivas da Indonésia, do Suriname, das ilhas do Caribe e da diáspora pós-colonial nos Países Baixos. [2][3][4]
O pesquisador-chefe Gert Oostindie disse que os Orange ajudaram a legitimar simbolicamente o colonialismo, embora só excepcionalmente tenham sido decisivos na definição da política colonial, informou a NOS. [5]
O rei Willem-Alexander, que iniciou a pesquisa em 2022, recebeu os livros e reconheceu que seus antecessores apoiaram ativamente o colonialismo e a escravidão, inclusive a repressão à resistência. Captain pediu que os pedidos de desculpas pela escravidão fossem seguidos de ações contra a injustiça e a desigualdade atuais. [6]
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Ao discursar na apresentação da pesquisa sobre a história colonial da Casa de Orange-Nassau, em Leiden, em 2 de outubro, Willem-Alexander disse que os antigos stadhouders e reis não apenas deixaram de se opor ao colonialismo e à escravidão. Segundo ele, os pesquisadores mostraram que eles apoiaram ativamente ambos, inclusive ao consentirem com a repressão à resistência. [6]
O rei chamou de dolorosa a conclusão de que não houve líderes dispostos a desafiar o sistema colonial. Ele reconheceu que os governantes anteriores foram moldados pelas opiniões predominantes de sua época, mas disse que uma liderança dissidente poderia ter feito diferença. Ele contrastou esse período com os reinados da rainha Juliana e da rainha Beatrix, que descreveu como envolvidas com comunidades pós-coloniais. [6]
Willem-Alexander disse que as conclusões o estimulariam a cumprir seu juramento de proteger a liberdade e os direitos dos holandeses e dos residentes do país. Ele disse que ele e a rainha continuariam trabalhando em prol da conexão, da cura e da reconciliação. [6]
Pesquisadores que examinam a história colonial da Casa de Orange-Nassau descrevem relações atuais distintas com a monarquia no Suriname, na Indonésia e no Caribe. As conclusões foram apresentadas ao rei Willem-Alexander em 2 de outubro, como parte de um estudo em cinco livros. [7] [8]
No Suriname, os pesquisadores descrevem uma mudança: a monarquia deixou de ser vista como fonte de reconhecimento e conexão e passou a ser considerada um foco de responsabilidade política e jurídica. A WNL informa que o estudo também descreve dúvidas crescentes sobre uma visão anterior da monarquia como a instituição que aboliu a escravidão. [8]
O relato sobre a Indonésia é diferente. A WNL informa que, embora o colonialismo seja amplamente condenado no país, a família real não é diretamente associada à opressão colonial. Segundo a emissora, a família tem pouca presença no ensino de história, e os pedidos de reparação têm sido menos proeminentes do que no Suriname. [8]
Nas ilhas do Caribe, a WNL descreve como pragmáticos os vínculos com os Países Baixos e a monarquia. Alguns consideram a monarquia distinta do Estado holandês, enquanto questões de autodeterminação e igualdade continuam em aberto. [8]
Pesquisadores envolvidos em um estudo sobre o passado colonial da família real holandesa divergem sobre o que deve ser investigado em seguida. O pesquisador-chefe Gert Oostindie disse à Nieuws.nl, em comentários publicados em 2 de outubro de 2026, que a equipe produziu cinco livros ao longo de quatro anos. Segundo ele, é possível fazer novos trabalhos, mas os principais contornos da história agora estão bem estabelecidos. O projeto examinou o papel da Casa de Orange de 1600 até o presente. [10]
Um pesquisador defendeu mais trabalhos sobre a história indígena. Outra pesquisadora, que não foi identificada, disse ter pedido ao rei mais financiamento para pesquisas sobre descendentes de pessoas negras. Ela disse esperar que ele atendesse ao pedido. [10]
Oostindie reconheceu que grande parte do trabalho examinou decisões tomadas nos Países Baixos sobre suas colônias, e não a vida nas próprias colônias. Ele disse que há espaço para novas pesquisas sobre as perspectivas das pessoas que viveram sob o domínio holandês. [10]