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A corretora diz que a campanha levou a um ataque que afetou cerca de US$ 6,3 bilhões em ativos digitais. Seu relato é preliminar e será submetido a uma análise independente.
O que mudou? · 03/11/2026, 17:54 UTC
Produzido com pesquisa aprofundada por IA, redação baseada em fontes e correção linguística. As fontes e as incertezas acompanham o artigo.
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O FBI afirmou em 31 de outubro que a Coreia do Norte foi responsável pelo roubo de mais de US$ 6 bilhões em ativos virtuais da Binance. O órgão chama de TraderTraitor a atividade cibernética por trás do ataque.
A Binance afirmou que suas carteiras conectadas à internet foram comprometidas em 29 de outubro e estimou em cerca de US$ 6,3 bilhões o valor dos tokens roubados. A empresa de análise de blockchain Elliptic calculou o valor em US$ 6,43 bilhões, mais de quatro vezes sua estimativa para o ataque hacker à Bybit em 2025. A empresa considera o ataque à Binance o maior roubo de criptomoedas conhecido. Nenhuma das estimativas representa a perda líquida final.
O FBI afirmou que ele, o Serviço Secreto dos EUA e a divisão de investigação criminal da Receita Federal dos EUA haviam observado os ativos roubados serem convertidos principalmente em ether. As agências pediram às empresas de criptomoedas que bloqueassem transações ligadas a endereços listados no alerta do FBI.
O órgão não apresentou todas as evidências usadas para identificar os responsáveis pelo ataque. A Chainalysis afirmou ter rastreado fundos da Binance que foram misturados a recursos de um roubo anterior na Bitget, também atribuído a agentes norte-coreanos. Inicialmente, a Elliptic alertou que a sobreposição envolvia apenas uma pequena parcela dos fundos da Binance e não era conclusiva; mais tarde, afirmou que a conexão havia aumentado. Separadamente, a TRM Labs atribuiu o ataque ao TraderTraitor com alto grau de confiança, citando informações de dentro e de fora da blockchain.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em 31 de outubro que ainda não era certo se a Coreia do Norte estava envolvida, informou a Reuters. Pyongyang há muito nega usar unidades cibernéticas ligadas ao Estado para roubar e gerar receitas. Representantes norte-coreanos não responderam aos pedidos de comentário da Reuters sobre este caso.
A Binance afirmou em 30 de outubro que ela e seus parceiros haviam congelado cerca de US$ 3 bilhões em ativos afetados. Congelar fundos pode impedir que sejam movimentados, mas não significa que tenham sido devolvidos. Mais tarde, a corretora afirmou ter coberto cerca de 95% do valor afetado com recursos da empresa e fundos que incluem reservas de seguro. Esse número descreve ativos de reposição, não a parcela recuperada dos invasores ou paga aos clientes.
Após suspender temporariamente os saques, a Binance afirmou que os restabeleceria em etapas. A Reuters informou que os saques de bitcoin foram retomados em 1º de novembro; outros ativos e redes viriam em seguida.
A Binance afirmou inicialmente que um notebook comprometido de um funcionário poderia estar envolvido, mas depois informou ter encontrado outros pontos de invasão. A investigação sobre a sequência completa do ataque continua.
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Em seu relato inicial sobre o ataque de 29 de outubro, a corretora de criptomoedas afirmou que, em setembro, um engenheiro foi abordado em uma plataforma legítima de busca de emprego para uma vaga em uma empresa fictícia.
Durante uma segunda entrevista, pediram ao engenheiro que baixasse uma tarefa de programação no computador de trabalho. Ela continha código malicioso que foi executado durante a instalação, afirmou a Binance.
A empresa também descreveu um incidente anterior, em junho, quando outro engenheiro baixou uma instalação adulterada de uma ferramenta para desenvolvedores. A equipe de segurança substituiu o dispositivo e alterou as credenciais relacionadas, mas informações sobre a função do engenheiro e seus colegas haviam sido expostas, afirmou a Binance.
Segundo o relato, em 20 de outubro os invasores usaram o computador comprometido do primeiro engenheiro e uma ferramenta interna de IA para assumir o controle dos dispositivos de outros dois engenheiros. Um deles pertencia ao funcionário afetado em junho e continha um token que permitia a implantação de software. A Binance não explicou por completo como a ferramenta de IA possibilitou o acesso.
Nove dias depois, os invasores usaram credenciais roubadas para implantar software e executar código malicioso, afirmou a empresa. Eles obtiveram acesso não autorizado a um serviço usado para assinar transações de carteiras e transferiram ativos para fora do processo normal de saque.
A Binance suspendeu os saques, mas afirmou que isso, por si só, não poderia impedir todas as transferências não autorizadas: os invasores haviam estabelecido permissões na blockchain que operavam de forma independente dos sistemas de saque da empresa.
A corretora afirmou que substituiu os dispositivos afetados, desativou as credenciais e reconstruiu a ferramenta interna de IA. A investigação continua, e a empresa diz estar contratando especialistas independentes em cibersegurança para analisar as conclusões.