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O levantamento do Yesh Din inclui furtos e danos a árvores, além de agressões. Uma contagem separada da ONU já havia registrado, até meados de outubro, mais ataques relacionados à colheita do que em todo o ano de 2025.
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O grupo israelense de direitos humanos Yesh Din afirma ter registrado mais de 330 incidentes de violência de colonos ligados à colheita palestina de azeitonas deste ano na Cisjordânia ocupada. O número abrange furtos e danos a árvores, além de agressões: não significa que 330 pessoas tenham sido atacadas fisicamente. Segundo o escritório humanitário da ONU, OCHA, estima-se que a colheita sustente de 80.000 a 100.000 famílias palestinas.
A Associated Press noticiou em 23 de outubro, citando o Yesh Din, que mais de 130 dos incidentes relacionados à colheita envolveram agressões físicas contra os colhedores. Uma contagem separada e mais ampla do Yesh Din abrangeu 672 incidentes em 194 comunidades palestinas entre 27 de setembro e 22 de outubro, segundo o The Times of Israel. A AFP informou que quase metade desses incidentes estava ligada à colheita de azeitonas. Os dois números do Yesh Din descrevem grupos diferentes de incidentes, e não totais concorrentes de ataques contra colhedores.
O monitoramento do próprio OCHA mostra quanta violência havia sido registrada antes da contagem mais recente do Yesh Din. O órgão documentou 199 ataques de colonos relacionados à colheita, com vítimas palestinas, danos a propriedades ou ambos, entre 1 de setembro e 12 de outubro, em comparação com 185 durante todo o ano de 2025. O OCHA informou que uma pessoa palestina foi morta e 124 ficaram feridas nos incidentes de 2026. A contagem do órgão termina antes da do Yesh Din e usa critérios diferentes, por isso os totais não podem ser comparados diretamente.
A violência também afetou pessoas que acompanhavam e documentavam a colheita: a fotógrafa do Washington Post Heidi Levine foi espancada enquanto cobria um ataque a colhedores de azeitonas. A Reuters informou que os serviços de segurança israelenses dizem levar muito a sério a violência e a atividade criminosa. O chefe do Exército israelense, Eyal Zamir, disse que os militares continuarão trabalhando para viabilizar a colheita.
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