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Max Verstappen diz que a Fórmula 1 não deveria correr no Qatar e em Abu Dhabi nas circunstâncias que descreveu, mas que participaria se as corridas se realizassem.
O que mudou? · 28/09/26, 11:07 UTC
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A RacingNews365 noticia, a 24 de setembro, que a Fórmula 1 decidirá em meados de outubro se os Grandes Prémios do Qatar e de Abu Dhabi se realizam. O autor, Ian Parkes, atribui esse período de decisão ao chefe de equipa da Haas, Ayao Komatsu, e a Mattia Binotto, da Audi. Salienta a importância de haver clareza para a preparação logística das equipas. As fontes disponíveis não permitem estabelecer uma data exata nem um prazo formalmente publicado pela F1 ou pela FIA. [1]
Segundo a imprensa, ambas as corridas continuam previstas: o Qatar a 29 de novembro e Abu Dhabi a 6 de dezembro, noticia o The National. A Motor Sport Magazine também as trata como provas ainda programadas, não como eventos cancelados. [11] [12]
O presidente e CEO da F1, Stefano Domenicali, já tinha falado de um momento de decisão no final de julho. A Reuters citou-o, numa notícia publicada pela ABC, indicando meados de setembro como prazo para eventuais alterações ao calendário. O relato da própria F1 formulou a questão de outra forma: não seria tomada uma decisão antes de meados de setembro. Ao mesmo tempo, Domenicali associou nesse relato uma decisão à falta de melhorias na situação até essa altura. [5] [10]
Ambas as publicações relatam as declarações que fez aos meios de comunicação no final de julho. As diferentes formulações não permitem concluir, sem mais, que houve um adiamento formal do prazo de setembro.
Enquanto Parkes se centra no planeamento das equipas, Pablo Elizalde procura também uma explicação financeira na sua análise para a Motor Sport Magazine, publicada a 24 de setembro. Citando, entre outros elementos, notícias do The Times, sugere que poderá ser mais vantajoso para a F1 que os organizadores cancelem as provas, devido aos riscos contratuais e de seguros. Essa é a sua interpretação, não um motivo comprovado para a espera. [11]
Elizalde aponta o início de outubro como possível momento de decisão, mas salienta expressamente que se trata de especulação. A sua análise foi publicada mais cedo nesse dia do que a notícia da RacingNews365. Essa estimativa tem, por isso, um estatuto diferente do período que Parkes atribui aos representantes das equipas mencionados.
13 fontes indicadas · explore as provas, as limitações e a proveniência.
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Andy Lewis dá destaque, no The National, ao desejo de Lewis Hamilton de que a temporada termine na região. Segundo o artigo, o piloto da Ferrari manifestou, antes do GP do Azerbaijão, a preferência por ir ao Qatar e a Abu Dhabi. Hamilton reconheceu que não dispunha de toda a informação e desconhecia os níveis de risco. A sua preferência não constitui, portanto, uma avaliação de segurança. [12]
Entretanto, os conselhos de viagem britânicos para os Emirados Árabes Unidos alertam para novos ataques, uma escalada inesperada e possíveis perturbações no tráfego aéreo. Isso relativiza a descrição otimista dos conselhos de viagem feita pelo The National. O aviso refere-se aos EAU e não constitui uma avaliação de segurança específica do Grande Prémio. [7] [12]
Se for necessário um substituto, Imola é uma possibilidade: segundo a Reuters, Domenicali incluiu o circuito entre as opções no final de julho. Não foi confirmada qualquer atribuição definitiva. [10]
Em declarações à Viaplay, noticiadas pela RacingNews365 a 28 de setembro, Verstappen disse que gosta de visitar ambos os países, mas considera que a Fórmula 1 não deveria ir para lá enquanto houver uma guerra nas proximidades e os países puderem estar em conflito entre si. Disse que essa era a sua opinião pessoal, independentemente dos contratos. [13]
Verstappen disse que a decisão não lhe cabia e reconheceu que correria se os eventos se realizassem. O destino de ambos os Grandes Prémios continua incerto. [13]