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Philip R. Lane, membro da Comissão Executiva do BCE, afirma que a subida da inflação impulsionada pela energia exige uma resposta ponderada da política monetária, enquanto as perspetivas de crescimento continuam incertas.
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Numa conferência do BCE sobre política monetária, em Frankfurt, a 5 de outubro, o membro da Comissão Executiva Philip R. Lane afirmou que era adequada uma resposta ponderada à subida da inflação provocada pelo aumento dos preços da energia. Considerou prudente a subida da taxa diretora de 2,00% para 2,50% entre junho e setembro, mas disse que as decisões futuras dependeriam dos dados disponíveis em cada reunião. No seu discurso, apresentou as suas opiniões pessoais, não uma nova decisão sobre as taxas nem a posição coletiva do Conselho do BCE. [1]
Lane situou a inflação global de setembro em 3,8%, incluindo uma inflação energética de 18,8%, enquanto a inflação não energética se ficou pelos 2,3%. Disse que o choque energético ainda não tinha provocado uma subida sustentada da inflação subjacente a médio prazo. No entanto, citou projeções do BCE segundo as quais a inflação não energética subiria de 2,3% em 2026 para uma média de 2,6% em 2027, à medida que os custos mais elevados da energia se propagassem a outros setores, antes de regressar aos 2,3% em 2028. [1]
Lane afirmou que o crescimento da área do euro tinha resistido melhor do que inicialmente previsto, mas alertou que uma nova subida dos preços da energia poderia prejudicar o crescimento e também aumentar a inflação. Disse que a dimensão e a duração do choque continuavam dependentes da evolução geopolítica. [1]
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