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A Meta reconheceu que removeu por engano um vídeo educativo do Instagram. Organizações de solidariedade e empresas relatam outras restrições, embora os seus casos envolvam regras diferentes para publicações e anúncios.
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A Meta removeu indevidamente um vídeo educativo do Instagram sobre a anatomia da vulva, segundo uma decisão publicada pelo Conselho de Supervisão em 13 de outubro. Depois de o Conselho ter levantado o caso, a Meta aceitou que o vídeo não violava as suas regras e repô-lo com um aviso de conteúdo sensível. A decisão documenta um erro num caso; não mostra com que frequência ocorrem erros semelhantes. [5]
A decisão surge numa altura em que organizações de solidariedade e empresas descrevem dificuldades diferentes com conteúdos sobre saúde feminina nas redes sociais. A Eve Appeal, uma organização britânica de luta contra o cancro ginecológico, afirma que o Instagram removeu um diagrama anatómico anotado que publicou em maio. O recurso foi inicialmente rejeitado e, mais tarde, a imagem voltou a aparecer com um aviso de conteúdo sensível. Athena Lamnisos, diretora executiva da organização, disse à BBC que receava que informações de saúde importantes não estivessem a chegar às pessoas que delas precisavam. A decisão do Conselho dizia respeito a outra conta e a outro vídeo, não à publicação da organização. [4] [1] [5]
Irene Breen, que dirige a empresa de almofadas para grávidas BellaMoon, disse à BBC que as restrições aos anúncios da empresa no Instagram começaram em janeiro de 2025. Contou que, numa chamada, a Meta lhe disse que a palavra “pregnancy” era um problema, levando a empresa a removê-la dos nomes dos produtos e dos endereços do site. Breen disse que as restrições acabaram por ser levantadas ao fim de 10 meses e que tinham causado um prejuízo financeiro significativo à empresa. Breen também descreveu a disputa ao The Independent em novembro de 2025. A Meta não explicou à BBC as decisões individuais relativas à publicidade da BellaMoon. [1] [6]
Há ainda uma distinção importante no caso da empresa de fertilidade Hertility. Deirdre O'Neill disse à BBC que a Meta tinha removido um vídeo em que uma mulher falava sobre endometriose. No entanto, o aviso apresentado juntamente com a reportagem diz que um *anúncio* do vídeo foi rejeitado ao abrigo das regras sobre questões sociais, eleições ou política. Esse aviso não demonstra que uma publicação normal tenha sido removida. [1]
O grupo de campanha CensHERship afirma que 96% dos participantes na sua investigação mais recente tinham sido alvo de censura ou supressão no ano anterior, enquanto 65% disseram que se autocensuravam. Uma descrição da investigação refere uma recolha contínua de respostas de 187 pessoas e organizações em mais de 20 países. O inquérito anterior começou com um apelo aberto e tinha recebido 115 respostas até maio de 2025, altura em que 53% afirmaram autocensurar-se. Estes números dizem respeito aos participantes e não a todos os responsáveis pela publicação de conteúdos sobre saúde feminina, e não demonstram um aumento em todo o setor. [7] [3]
A Meta disse à BBC que permite conteúdos sobre saúde feminina e anúncios de produtos e serviços reprodutivos, sujeitos a restrições; afirmou também que estava a consultar organizações de saúde feminina. Em março, a Comissão da Câmara dos Comuns para as Mulheres e a Igualdade instou o governo britânico a responsabilizar as plataformas por restrições inadequadas ao acesso a informações sobre saúde feminina. O erro reconhecido na remoção do vídeo dá um exemplo concreto dessa preocupação, mas a dimensão e as causas das restrições para além dos casos relatados continuam pouco claras. [1] [8]
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