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Incêndios associados à seca espalharam fumo por toda a Nova Guiné e elevaram as emissões dos incêndios na Papua-Nova Guiné a um máximo para esta altura do ano, segundo a NASA. Os investigadores esperam que os incêndios persistam até chegarem as chuvas sazonais.
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Incêndios provocados pela seca espalham fumo espesso por toda a Nova Guiné há semanas, perturbando voos e levando ao encerramento de escolas, enquanto as emissões em ambos os lados da ilha atingiram níveis invulgarmente elevados, segundo a NASA.
A agência espacial norte-americana afirma que, até 19 de outubro, os incêndios na Papua-Nova Guiné tinham libertado quase 32 milhões de toneladas de carbono — mais do que em qualquer outro ano até essa data. No lado indonésio da ilha, as emissões tinham ultrapassado 35 milhões de toneladas, o terceiro nível mais elevado, depois dos anos de incêndios graves de 2015 e 1997.
O relatório da NASA, publicado a 22 de outubro, baseia-se em parte em observações por satélite e estimativas da Global Fire Emissions Database. A agência afirma que as condições secas estão associadas ao efeito do El Niño nos padrões de precipitação. Em algumas zonas da região de Trans-Fly, no sul da Papua-Nova Guiné, tinham decorrido mais de 90 dias consecutivos sem chuva, e a precipitação recente correspondia a cerca de 5 a 10 por cento do normal, segundo o serviço meteorológico do país.
A maioria dos incêndios é iniciada por pessoas, afirmam os investigadores. As queimadas para cultivo, manutenção de pastagens, desflorestação e caça podem escapar ao controlo em condições secas, sobretudo nas zonas mais áridas do sul da ilha.
A NASA afirma que o fumo dos incêndios atrasou ou levou ao cancelamento de voos, encerrou escolas e levou as autoridades de algumas zonas a aconselhar crianças e pessoas idosas a usar máscaras. Robert Field, investigador do Goddard Institute for Space Studies da NASA e da Universidade Columbia, afirmou que o fumo pode permanecer perto do solo e causar problemas de qualidade do ar.
Na Papua indonésia, as emissões só foram ultrapassadas pelas registadas em 2015 e 1997, anos de incêndios graves associados ao El Niño. O cientista especializado em incêndios Guido van der Werf disse à NASA que as emissões na Papua-Nova Guiné já estavam acima do total de 2015 e que 2026 provavelmente se tornaria o ano com as emissões mais elevadas de que há registo no território, ultrapassando 1997.
Os investigadores esperam que os incêndios continuem até as chuvas fortes da estação húmida chegarem ao sul da Nova Guiné, normalmente no início de novembro. A NASA assinala também a pressão de longo prazo sobre as florestas da Papua indonésia: os dados da Global Forest Watch citados no relatório mostram que a região perdeu 27 000 hectares de floresta primária em 2025, quase o dobro do total de 2024.
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