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A Síria anuncia cerca de quatro milhões de regressos desde dezembro de 2024, mas uma sessão informativa da ONU em setembro indicou que quase 800 mil pessoas continuavam a viver em campos.
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Ao discursar perante a Terceira Comissão da Assembleia Geral da ONU, em 5 de outubro, o representante da Síria afirmou que cerca de quatro milhões de refugiados e pessoas deslocadas dentro da Síria tinham regressado desde dezembro de 2024. Destacou o plano do governo «Síria sem Campos», sublinhando, porém, que os campos não podiam simplesmente ser encerrados sem desminar as áreas, reparar as casas e restabelecer os serviços básicos. [1]
A dimensão dos regressos comunicados é, em termos gerais, compatível com uma estimativa anterior da ONU. Numa sessão informativa em 17 de setembro, o responsável humanitário da ONU, Tom Fletcher, afirmou que mais de dois milhões de sírios deslocados internamente e 1,8 milhões de refugiados tinham regressado a casa desde dezembro de 2024. Mas afirmou também que 5,5 milhões de pessoas na Síria ainda não tinham regressado a casa, incluindo quase 800 mil que continuavam em campos. [2]
Um relatório do ACNUR referente ao primeiro trimestre de 2026 registou mais de um milhão de saídas de locais de deslocação, enquanto mais de um milhão de pessoas permaneciam nesses locais à data do relatório. Esses locais não correspondem necessariamente à mesma categoria que os campos referidos na sessão informativa de setembro de Fletcher. Nas entrevistas do ACNUR, 82% dos refugiados regressados e dos deslocados internos regressados afirmaram que tencionavam permanecer onde estavam nos seis meses seguintes. Ainda assim, a habitação continuava a ser uma necessidade não satisfeita para 48% e 40% desses grupos, respetivamente; 5% dos refugiados regressados entrevistados descreveram o seu regresso como forçado ou como uma deportação. As respostas ao inquérito não são taxas nacionais de outubro. [4]
O governo pretende eliminar gradualmente as tendas em 2026 e encontrar soluções sustentáveis para todos os campos de deslocados até 2027. Os totais de regressos mostram uma movimentação substancial, mas não permitem determinar quantos antigos residentes dos campos conseguiram alojamento duradouro. [1] [4] [6]
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