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Um cessar-fogo local abriu uma rota de evacuação a partir de Oleshky, onde os residentes enfrentavam graves carências de alimentos. Famílias reencontraram alguns dos que partiram na fronteira da Ucrânia com a Bielorrússia.
O que mudou? · 31/10/26, 17:51 UTC
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O provedor de direitos humanos da Ucrânia, Dmytro Lubinets, afirmou que a sua delegação chegou a Oleshky na sexta-feira, 30 de outubro. Autoridades ucranianas e russas disseram que tinha começado uma evacuação da cidade ocupada pela Rússia, onde os residentes enfrentavam graves carências de alimentos, medicamentos e serviços básicos. Também chegaram ajuda humanitária, afirmou o deputado ucraniano David Arachamia.
Lubinets e a sua homóloga russa, Yana Lantratova, disseram que tinham sido preparados 25 autocarros, com uma capacidade total de pelo menos 750 lugares, além de transporte para pessoas com mobilidade reduzida. Os lugares indicam a capacidade, não o número de pessoas que partiram. As autoridades tinham anunciado para sexta-feira um prazo até às 14:00 para os residentes embarcarem, embora a Associated Press tenha noticiado que não era claro a que fuso horário local se referiam.
A operação sucede a uma trégua local anunciada para permitir a entrega de ajuda e a evacuação de civis. Lubinets afirmou que a pausa começou a 27 de outubro em zonas designadas e que ainda se mantinha quando chegou a Oleshky. Devia durar até 1 de novembro; a sua extensão geográfica exata não foi estabelecida. Os combates prosseguiram noutras zonas da Ucrânia.
Para os residentes que optam por ir para território controlado pela Ucrânia, a rota planeada afasta-se da margem próxima do Dnipro controlada pelos ucranianos: atravessa território ocupado até Anapa, na Rússia, segue de avião para Gomel, na Bielorrússia, e depois cruza a fronteira para a Ucrânia. A BBC noticiou que alguns residentes decidiram ficar. Uma mulher disse à estação que não partiria porque não podia levar os seus animais.
Ambos os provedores de direitos humanos disseram que os residentes podiam escolher se queriam partir e para onde ir. Ksenia Arkhipova, antiga residente de Oleshky e voluntária na evacuação, disse à Associated Press que as tropas russas estavam a pressionar as pessoas a irem para a Rússia em vez da Ucrânia. O seu relato levanta dúvidas sobre como essa escolha funciona na prática, mas não estabelece quantos residentes poderão ter sido pressionados.
O número de pessoas que partiram continua por esclarecer. O primeiro-ministro ucraniano, Sergii Koretskyi, pediu desculpa por ter divulgado um número incorreto de pessoas que *estava previsto* evacuar e afirmou que ainda não havia números exatos. Esse número, entretanto retirado, não pode ser considerado uma contagem das evacuações concluídas. O governo ucraniano afirmou que divulgaria os números oficiais depois de a operação estar concluída.
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Familiares receberam-nos na fronteira, alguns após anos de separação. O presidente Volodymyr Zelensky confirmou a chegada e afirmou que os evacuados receberiam assistência.
Os alimentos e os bens de primeira necessidade tornaram-se escassos em Oleshky. A BBC noticiou que alguns residentes tinham recorrido a cozinhar ervas daninhas dos jardins. Ivan Yevhenovych, que deixou a cidade, disse à Associated Press que os alimentos básicos praticamente se tinham esgotado na primavera e que os drones dificultavam a circulação pelas ruas.
O cessar-fogo permitiu desminar as estradas e entregar ajuda humanitária. Zelensky agradeceu aos Estados Unidos e à primeira-dama Melania Trump por ajudarem a mediar o acordo.
Segundo a BBC e a Reuters, os evacuados viajaram de autocarro pela Crimeia ocupada até Anapa, na Rússia, depois de avião para Gomel, na Bielorrússia, e daí por terra até à Ucrânia.
As autoridades ucranianas não divulgaram o número exato de pessoas que chegaram. A BBC noticiou que 25 autocarros partiram de Oleshky com capacidade para 750 pessoas, mas esse era o número de lugares, não o número de passageiros. Na sexta-feira, o primeiro-ministro da Ucrânia pediu desculpa por ter divulgado um número incorreto de pessoas que estava previsto evacuar.
Alguns residentes ficaram em Oleshky. A comissária russa para os direitos humanos, Yana Lantratova, afirmou que alguns evacuados tinham sido levados para alojamento temporário em Simferopol, na Crimeia ocupada pela Rússia.