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Um cessar-fogo local proposto poderá abrir uma via para a chegada de ajuda e a evacuação de civis em Oleshky, ocupada pela Rússia. As autoridades de ambos os lados reconhecem o plano, mas indicaram datas diferentes para os primeiros passos.
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A Casa Branca anunciou o acordo local em 23 de outubro, afirmando que a pausa começaria a 29 de outubro e permitiria a entrada de ajuda em Oleshky, enquanto era preparado um corredor seguro para os civis que quisessem partir. A cidade, situada na margem oposta do rio Dnipro em relação a Kherson, controlada pela Ucrânia, está sob ocupação russa desde 2022. Os alimentos e os fornecimentos médicos têm sido escassos há meses, segundo a Associated Press.
O provedor de Justiça da Ucrânia, Dmytro Lubinets, descreveu um plano para suspender os combates, entregar ajuda e, depois, permitir que os civis partissem livremente. Disse que Melania Trump continuava a coordenar os contactos entre os lados, mas alertou que seria extremamente difícil levar a operação a cabo. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou à Reuters um acordo local mediado pelos Estados Unidos e disse que as autoridades militares russas e ucranianas ainda estavam a definir quando o aplicar.
As datas anunciadas ainda não constituem um calendário claro. O chefe do Estado-Maior russo, Valery Gerasimov, disse que as forças russas deixariam de disparar no eixo de Kherson a partir das 4h00, hora de Moscovo, de 27 de outubro — dois dias antes da data indicada pela Casa Branca para o cessar-fogo em Oleshky. Lubinets disse que uma pausa e a desminagem antecederiam uma missão humanitária que se espera começar a 29 de outubro. Esses passos poderão explicar a diferença, mas o momento exato e a extensão geográfica da pausa continuam incertos.
A Casa Branca estima que permaneçam 1.700 a 2.000 pessoas em Oleshky, incluindo cerca de 50 crianças; afirma que não é feito um recenseamento formal da população desde 2022. Lubinets estimou, separadamente, que haverá cerca de 6.000 civis no município mais vasto, que inclui seis localidades vizinhas. Calculou em até 2.000 o número de pessoas na própria cidade. O anúncio da Casa Branca descreve um cessar-fogo em Oleshky, não um acordo que abranja todas essas localidades.
A Casa Branca chama a Melania Trump «Intermediária Exclusiva» do acordo. Lubinets atribui-lhe a coordenação das conversações, e Peskov diz que ela deu um contributo significativo. Mas as conversações sobre uma evacuação já estavam em curso: Lubinets disse, a 18 de outubro, que a Ucrânia negociava diariamente com a Rússia, enquanto o Vaticano afirma que o Papa Leão XIV telefonou a Vladimir Putin a 16 de outubro para pedir um cessar-fogo humanitário em Oleshky. Esses esforços não diminuem o papel que lhe é atribuído, mas não demonstram que tenha sido ela, por si só, a tornar o acordo possível.
Melania Trump também disse que teria sido impossível levar ajuda a Oleshky e evacuar os residentes mais velhos sem a sua intervenção. As autoridades ucranianas tinham noticiado duas entregas anteriores de ajuda à cidade por drones: cerca de quatro toneladas de alimentos e medicamentos no final de setembro e quase quatro toneladas de fornecimentos no início de outubro. Esses relatos mostram que foi possível enviar alguma ajuda antes deste acordo; não mostram que existisse uma via segura para entregas maiores ou para a evacuação de civis.
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A primeira-dama diz que os residentes que queiram partir serão ajudados a chegar ao destino que preferirem, seja na Ucrânia ou na Rússia. Um voluntário de evacuações disse ao The Kyiv Independent que receava que os residentes fossem pressionados e que a rota passasse pela Rússia. São preocupações relativas a uma operação ainda por realizar. A sua implementação determinará se a pausa se mantém, se a ajuda chega aos residentes e se as pessoas podem partir em segurança, por vontade própria.