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Delegados da ONU pediram um financiamento mais robusto para os países menos desenvolvidos, num debate em que se afirmou que a ajuda tinha diminuído e as pressões da dívida persistiam, apesar dos avanços na saúde, na educação e no acesso à eletricidade.
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A Segunda Comissão da Assembleia Geral da ONU analisou relatórios sobre os países menos desenvolvidos em 7 de outubro. Roland Mollerus, ao apresentar sete relatórios do secretário-geral da ONU, afirmou que esses países tinham registado progressos na educação, na saúde e no acesso à eletricidade, mas que as crises sucessivas continuavam a comprometer o desenvolvimento. Disse que a pobreza extrema ainda afetava 42 por cento das suas populações, enquanto 57,8 por cento enfrentavam insegurança alimentar moderada ou grave em 2024. [1]
Mollerus afirmou que a ajuda pública ao desenvolvimento destinada aos países menos desenvolvidos diminuiu 25,8 por cento em 2025. Indicou que 16 países apresentavam um risco elevado de sobre-endividamento e que cinco já se encontravam nessa situação. Ao mesmo tempo, 14 países estavam em diferentes fases do processo de saída da categoria de países menos desenvolvidos. [1]
A delegada da Gâmbia, em representação do Grupo dos Países Menos Desenvolvidos, pediu medidas em matéria de dívida e mais financiamento em condições concessionais. A delegada do Uruguai, em representação do Grupo dos 77 e da China, instou os parceiros de desenvolvimento a cumprirem os compromissos de ajuda, no valor de 0,15 a 0,20 por cento do rendimento nacional bruto. Mollerus afirmou ainda que o Banco Tecnológico da ONU para os Países Menos Desenvolvidos continuava a funcionar com financiamento limitado e uma equipa reduzida, dez anos após a sua criação. [1]
Um relatório sobre o Programa de Ação de Doha pediu maior segurança alimentar e proteção social capazes de responder a choques, e instou os parceiros de desenvolvimento a inverterem a tendência de diminuição da ajuda. Estas foram recomendações apresentadas à comissão, não medidas adotadas na reunião. [1]
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