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O Brasil registou as menores áreas anuais de desflorestação de sempre na Amazónia e no Cerrado, com reduções de 41,8% e 23,8%, respetivamente, no ano até julho de 2026.
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A área anual de desflorestação no Brasil caiu para o nível mais baixo de que há registo tanto na Amazónia como no Cerrado, segundo dados divulgados pelo Governo na sexta-feira. As reduções abrangem o ano até julho de 2026 e surgem numa altura em que a campanha para a segunda volta das eleições presidenciais coloca o futuro da floresta tropical em destaque.
A monitorização por satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) do Brasil registou 3 335 km² de desflorestação na Amazónia Legal entre agosto de 2025 e julho de 2026, menos 41,8% do que os 5 731 km² do ano de monitorização anterior. A série começou em 1988. No Cerrado, a vasta região de savana do Brasil, a área medida diminuiu 23,8%, para 5 516,69 km², o valor mais baixo desde o início dos registos, em 2001. [1] [2]
Os dados estabelecem mínimos históricos para as áreas anuais, não para as percentagens de redução. A área mais baixa de que havia registo na Amazónia era de 4 571 km², em 2012, enquanto o anterior mínimo no Cerrado era de 6 319 km², em 2019, segundo os dados do Governo. [2]
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva comprometeu-se a acabar com a desflorestação ilegal até 2030. Enfrenta Flávio Bolsonaro, filho do antigo Presidente Jair Bolsonaro, na segunda volta, a 25 de outubro. A BBC noticia que as sondagens apontam para uma disputa renhida e que se espera que Flávio Bolsonaro dê continuidade às políticas do pai, tendo também prometido combater o crime organizado na Amazónia. [3]
O ministro do Ambiente do Brasil, João Paulo Capobianco, atribuiu a diminuição às políticas ambientais e à cooperação entre as autoridades federais, estaduais e municipais. O Governo apontou a fiscalização, a monitorização e a criação de áreas de conservação entre as medidas adotadas. Estas explicações são a versão do Governo sobre os dados; os próprios dados de monitorização medem a vegetação abatida, não o efeito de uma política específica. [1] [2]
A medida anual abrange a supressão de vegetação nativa durante um período definido de 12 meses. É distinta da monitorização dos incêndios: estes podem danificar a floresta ou queimar terrenos já desmatados sem serem automaticamente contabilizados como desflorestação. [2]
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