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O secretário-geral da ONU instou a cortes mais rápidos nas emissões e a mais financiamento climático, alertando que a subida do nível do mar ameaça habitações costeiras, reservas de água doce e comunidades.
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O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou a cortes urgentes nas emissões e a um maior apoio às comunidades costeiras, numa reunião de alto nível sobre a subida do nível do mar, em Nova Iorque, a 24 de setembro de 2026. Numa intervenção divulgada pelo serviço de imprensa da ONU, alertou que a perda de terras e a contaminação da água doce por água salgada poderiam contribuir para deslocações em massa. [1]
Guterres afirmou que o nível global do mar subiu quase seis milímetros em 2024, descrevendo-o como o maior aumento anual de que há registo e dizendo que o ritmo estava a acelerar. O comunicado não apresenta os dados subjacentes às medições. [1]
Citando o Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas, afirmou que o nível do mar poderia subir até meio metro até ao final do século, mesmo no que designou como o melhor cenário possível. Sem cortes drásticos nas emissões, disse, a subida poderia atingir um metro. O comunicado não identifica a avaliação do IPCC, o período de referência nem os cenários detalhados subjacentes a estas projeções condicionais. [1]
Afirmou que cerca de 770 milhões de pessoas vivem a menos de cinco metros acima da linha da maré alta. Este valor descreve onde as pessoas vivem, não o número de pessoas que se prevê que sejam deslocadas nem a subida projetada do nível do mar. Caracterizou a ameaça como uma injustiça climática, argumentando que aqueles que menos responsabilidade têm enfrentam os maiores custos. [1]
Guterres apelou a que as emissões globais atinjam imediatamente o seu pico e diminuam 60% até 2035, embora o comunicado não especifique um ano de comparação. Instou também a uma transição rápida e justa para abandonar os combustíveis fósseis, a par de uma maior utilização de energias renováveis e de mais eficiência energética. [1]
Quanto ao financiamento, afirmou que o objetivo anual de $300 mil milhões para os países em desenvolvimento deveria ser um passo no sentido de mobilizar $1.3 biliões por ano até 2035. Estes são objetivos de financiamento, não montantes cuja disponibilização esteja demonstrada. Apelou também a que o financiamento da adaptação triplicasse. [1]
Guterres manifestou frustração com os recursos disponíveis para o Fundo de Resposta a Perdas e Danos, descrevendo o montante como “ridículo”. O comunicado não apresenta o total atual de financiamento que permitiria avaliar essa crítica. [1]
Instou os governos a integrar a resiliência à subida do nível do mar nos orçamentos, nas infraestruturas e nas decisões sobre o uso do solo, recorrendo à ciência e ao conhecimento local. O planeamento deve proteger os direitos das pessoas e manter as comunidades unidas sempre que possível, afirmou. [1]
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