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A Rússia afirma que o enviado humanitário do papa se reuniu com prisioneiros de guerra ucranianos durante uma missão a Moscovo centrada em detidos e famílias separadas.
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O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia afirmou na quarta-feira que o cardeal Matteo Zuppi visitou prisioneiros de guerra ucranianos durante uma missão humanitária de três dias a Moscovo. Disse que o Vaticano tinha pedido a visita a um local de detenção não identificado e que Zuppi falou com prisioneiros. O ministério não indicou quantos visitou nem em que dia teve lugar a visita. [2] [7]
O Vatican News afirmou que a missão de Zuppi, prevista para 28–30 setembro, se centrou nos prisioneiros de guerra detidos por ambos os lados e nas crianças separadas das famílias. Durante uma visita à Ucrânia em julho, visitou instalações onde estavam detidos prisioneiros de guerra russos. Moscovo afirmou que as suas conversações mais recentes com responsáveis russos abordaram pessoas desaparecidas, possíveis trocas de prisioneiros e civis, reunificação de famílias e casos de crianças. [3] [4] [2]
O ministério russo atribuiu também a Zuppi a opinião de que a Rússia estava a respeitar as normas humanitárias no local de detenção. Num relatório de junho, o gabinete das Nações Unidas para os direitos humanos afirmou que 124 dos 129 prisioneiros ucranianos repatriados que entrevistou relataram tortura ou outros maus-tratos durante o cativeiro. Mais de metade relatou condições ligeiramente melhores em algumas instalações desde o final de 2024, mas continuaram a ser relatados casos de violência punitiva. [2] [6]
O Comité Internacional da Cruz Vermelha, que desempenha uma função de monitorização distinta, afirmou que a sua última visita a detidos na Rússia ocorreu em 2024. Está a procurar obter novamente acesso e afirma não ter acesso pleno a todos os prisioneiros de guerra.
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