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A Greenpeace apela à criação de uma rede interligada de reservas marinhas e de 11 novas áreas protegidas, afirmando que é necessária uma cooperação mais forte para cumprir a meta de proteção dos oceanos até 2030.
A Greenpeace insta os governos a agirem mais depressa e a trabalharem em conjunto para proteger a vida marinha em águas internacionais, enquanto tem início em Erevan, na Arménia, uma cimeira da ONU sobre biodiversidade. O grupo afirma que as áreas protegidas existentes e propostas não são suficientes para cumprir a meta mundial de proteger 30 por cento dos oceanos até 2030. [1]
Um tratado da ONU, que entrou em vigor este ano, estabelece a meta para o alto-mar — águas que não estão sob a jurisdição de nenhum país. Um acordo separado prevê a proteção de pelo menos 30 por cento das terras e águas do mundo até ao mesmo ano.
Atualmente, quase 10 por cento dos oceanos têm estatuto de área protegida, afirma a Greenpeace, mas apenas cerca de 3,5 por cento são classificados como totalmente ou altamente protegidos. A organização defende que as reservas marinhas devem formar uma rede interligada, tendo em conta as correntes oceânicas e as rotas migratórias dos animais.
A Greenpeace afirma que mais de 800 espécies marinhas migram entre águas nacionais e o alto-mar, e que a sua sobrevivência depende da proteção ao longo de todo o percurso. A organização destaca as baleias-jubarte e as tartarugas-de-couro, afirmando que grande parte do seu habitat se encontra fora das zonas protegidas e está exposta a atividades como a pesca e o transporte marítimo.
O grupo propôs mais 11 áreas protegidas, sobretudo no Atlântico, onde afirma que as espécies migratórias enfrentam os maiores riscos. O representante da Greenpeace Lukas Meus apelou aos participantes na cimeira para apoiarem medidas ambiciosas, alertando que, sem ação, «em breve já não haverá animais para proteger». [1]
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