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A CBS publicou excertos em que a mulher distingue um encontro inicial dos acontecimentos posteriores que afirma terem constituído uma violação. Cornell também descreveu as restrições impostas durante a investigação de 2024.
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Os procuradores do condado de Tompkins reabriram uma investigação às alegações de que sete membros de uma fraternidade agrediram sexualmente uma estudante da Cornell University em outubro de 2024. O procurador distrital Matthew Van Houten disse que o seu gabinete pretende apresentar o caso a um grande júri, com a colaboração da mulher, e reavaliar se existem provas que sustentem acusações criminais. [3] [5]
A mulher, identificada nos documentos judiciais como Jane Doe, alega que membros da Chi Phi a agrediram sexualmente na casa da fraternidade na noite de 19–20 de outubro de 2024, depois de o álcool e as drogas a terem deixado incapaz de dar consentimento. A ação judicial, apresentada em 16 de setembro, acusa também Cornell de não proteger os estudantes nem lidar adequadamente com a violência sexual. Segundo a petição inicial, a mulher comunicou o incidente à polícia de Cornell em novembro de 2024. [1] [7]
Van Houten defendeu a decisão do seu gabinete de não deduzir acusação em 2024. Disse que a declaração inicial de Doe à polícia diferia substancialmente da sua ação judicial e descrevia consumo voluntário de drogas e atividade sexual consentida. Disse também que a considerava credível. Excertos da declaração que divulgou referiam lacunas na memória da mulher, um estado de embriaguez crescente e atividades às quais ela não tinha dado consentimento. O advogado de Doe, Thomas Giuffra, contesta que os dois relatos fossem substancialmente diferentes e criticou a investigação anterior. [3] [6]
Van Houten disse à ABC News que os procuradores se tinham baseado na investigação da polícia de Cornell, em vez de conduzirem a sua própria investigação. Giuffra disse que mensagens de uma conversa de grupo no Snapchat foram entregues às autoridades em 2024; Van Houten disse não saber ao certo como o material tinha chegado ao seu gabinete nem se alguém ali o tinha analisado. [3]
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Cornell disse que o seu processo disciplinar separado resultou em expulsões e suspensões e que a ninguém foi oferecida a redação de um ensaio como única consequência. A petição inicial descreve suspensões temporárias e a possibilidade de os estudantes apresentarem ensaios para atenuar a gravidade da sua conduta. Cornell não revelou quantos estudantes receberam cada sanção. [1] [3] [7]
Jeremy Saland, advogado de Scott Kretzschmar, réu na ação cível, disse que o seu cliente nunca agrediu sexualmente nem tocou em Doe. Outro réu na ação cível, Scott Norris, negou ter participado em atividades sexuais ou no consumo de drogas, embora tenha reconhecido que enviou uma mensagem na conversa de grupo. [3]
A CBS News New York publicou excertos que afirma provirem das entrevistas da mulher com a polícia do campus de Cornell, realizadas em novembro de 2024. Neles, a mulher distingue um encontro sexual inicial dos acontecimentos posteriores do caso que o procurador local reabriu agora. [11] [8]
A mulher, que move uma ação judicial contra sete homens e a Cornell University por uma alegada agressão sexual, disse que estava «razoavelmente bem» com o encontro inicial, embora também tenha dito que estava «muito bêbeda» e que lhe tinham batido «com muita, muita força». Ao descrever o que aconteceu mais tarde nessa noite, afirmou: «Posso dizer com 100% de certeza que fui violada.» [11] [1]
O procurador distrital Matthew Van Houten disse que a decisão do seu gabinete de não deduzir acusação em 2024 se baseou numa declaração à polícia, assinada e com seis páginas, que caracterizou como descrevendo conduta sexual voluntária e consentida. O relato que publicou também diz que a mulher resistiu a determinadas investidas. Segundo a CBS, a declaração escrita foi preparada durante as entrevistas e revista pela mulher. [8] [11]
Cornell disse que foram aplicadas suspensões temporárias e outras restrições durante a sua investigação. A petição inicial da mulher situa algumas suspensões temporárias em novembro de 2024; o relato recente da universidade descreve medidas tomadas nessa altura, e não novas suspensões esta semana. [10] [3] [1]