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Uma nutricionista concluiu que a lista de compras de uma jornalista da BBC abrangia todos os grupos alimentares, apesar de incluir alimentos ultraprocessados. Os estudos mostram por que razão a alimentação no seu conjunto continua a ser importante.
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A jornalista de saúde da BBC Ruth Clegg pediu à nutricionista Maeve Hanan que analisasse a sua lista de compras semanal. Hanan, membro da British Dietetic Association, disse que os produtos escolhidos abrangiam todos os grupos alimentares, apesar de incluírem alimentos ultraprocessados. Sublinhou a importância do equilíbrio ao longo do tempo, em vez de avaliar uma alimentação por um único produto. [1]
Ainda assim, há razões para prestar atenção à quantidade de alimentos ultraprocessados que as pessoas consomem. Uma revisão de 2024 encontrou associações consistentes entre um maior consumo e efeitos adversos para a saúde, incluindo morte prematura e problemas cardiometabólicos e de saúde mental. Os estudos analisados eram observacionais, pelo que não permitiam estabelecer o que causou esses efeitos. O Scientific Advisory Committee on Nutrition do Reino Unido afirmou que continua por esclarecer em que medida a associação se deve ao processamento em si ou aos elevados teores de calorias, gordura saturada, sal ou açúcares livres presentes em muitos destes alimentos. [2] [6]
Os ensaios oferecem uma perspetiva mais direta, embora de mais curto prazo. Num estudo de 2019 com 20 adultos, os participantes consumiram, em média, mais 508 calorias por dia com uma dieta de alimentos ultraprocessados do que com uma dieta de alimentos não processados. Ganharam, em média, 0.9kg durante duas semanas com a dieta de ultraprocessados e perderam 0.9kg durante duas semanas com a outra dieta. [3]
Um ensaio de 2025 concluiu que os participantes perderam peso com ambas as dietas fornecidas segundo as orientações do Reino Unido para uma alimentação saudável, mas perderam mais com a dieta de alimentos minimamente processados: 2.06% do peso inicial, contra 1.05% com a dieta de ultraprocessados, ao longo de oito semanas com cada uma. [4]
O NHS afirma que alguns alimentos ultraprocessados, incluindo pão integral fatiado, cereais de pequeno-almoço com mais fibra e feijão em molho de tomate, podem fazer parte de uma alimentação saudável. Aconselha a consumir os que têm elevados teores de gordura saturada, sal ou açúcar com menos frequência e em menores quantidades. [7]
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