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Um novo relatório da ONU afirma que o aquecimento global deverá ultrapassar 1,5 °C, mas cortes rápidos nas emissões poderão limitar essa ultrapassagem e fazer com que as temperaturas regressem a esse nível até 2100.
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O mundo está a caminho de ultrapassar o limiar de aquecimento de 1,5 °C, mas cortes acentuados nas emissões de gases com efeito de estufa poderão limitar essa ultrapassagem e fazer com que as temperaturas regressem a esse nível até 2100, afirma um novo relatório da ONU.
O *Emissions Gap Report 2026: The Point of Return* do Programa das Nações Unidas para o Ambiente traça uma via que exigiria uma redução das emissões globais de 18% até 2030, 45% até 2035 e 69% até 2040, em comparação com 2025. Essa via também depende de aumentar a remoção de dióxido de carbono da atmosfera ao longo do século. [1]
Nesse cenário de ultrapassagem «mais baixa possível», o aquecimento atinge um pico de cerca de 1,7–1,8 °C por volta de meados do século, antes de regressar a 1,5 °C ou menos até 2100. O relatório estima em cerca de 50% a probabilidade de se atingir esse regresso. [1]
A dimensão dos cortes propostos é muito superior à das reduções previstas nos atuais planos climáticos nacionais. A plena execução dessas promessas reduziria as emissões em 5–8% até 2030 e em 11–15% até 2035, face a 2025, afirma o PNUA. [1]
As políticas atuais poderão levar a um aquecimento de 2,8 °C neste século, enquanto a concretização integral das promessas nacionais, com a continuação de esforços semelhantes, o limitaria a 2,6 °C. Mesmo o cenário mais otimista do relatório, que também pressupõe o cumprimento de metas adicionais de emissões líquidas nulas, chega a 2,1 °C neste século. [1]
O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o mundo ainda poderia tornar a ultrapassagem «tão pequena e tão breve quanto possível» e apelou aos governos para acelerarem a ação no domínio das energias limpas, da eficiência e dos cortes nas emissões. Pediu também aos países desenvolvidos que disponibilizem financiamento para ajudar os países em desenvolvimento a gerir a transição e os impactos climáticos. [2]
O PNUA afirma que as energias renováveis se expandiram desde o Acordo de Paris e que as políticas climáticas reduziram as emissões em muitos lugares. Mas alerta que o progresso continua desigual e que as tendências atuais ainda não estão a reduzir as emissões ao ritmo necessário para limitar a ultrapassagem.
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