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A organização de defesa dos direitos humanos afirma que os ataques a instalações de energia e aquecimento podem deixar civis em condições perigosas à medida que o inverno se aproxima.
Produzido com investigação aprofundada por IA, redação baseada em fontes e correção linguística. As fontes e as incertezas acompanham o artigo.
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A Amnistia Internacional alertou, em 2 de novembro, que a intensificação dos ataques russos às infraestruturas energéticas e de aquecimento da Ucrânia poderia provocar uma nova catástrofe humanitária para os civis neste inverno.
Scott Edwards, diretor do programa de resposta a crises da Amnistia, afirmou que os ataques a infraestruturas essenciais estavam a «criar uma situação mortal para os civis». A organização apelou às forças russas para que ponham fim aos ataques às infraestruturas energéticas da Ucrânia.
O alerta surge na sequência de outra vaga de ataques russos, em 19 de outubro. O presidente Volodymyr Zelenskyy afirmou que o bombardeamento atingiu 28 subestações e outras instalações energéticas críticas, deixando mais de 500 000 pessoas sem eletricidade, aquecimento e água canalizada, noticiou a Associated Press.
Durante o inverno de 2025–26, as forças russas realizaram pelo menos 423 ataques a infraestruturas de eletricidade e 74 a instalações de aquecimento, afirmou a Amnistia, citando a monitorização da ONU. Segundo a organização, os cortes daí resultantes afetaram milhões de pessoas, interromperam o aquecimento de centenas de milhares quando as temperaturas desceram abaixo de −20 °C e perturbaram os serviços de saúde e a educação.
A Missão de Monitorização dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia emitiu um alerta separado em 16 de outubro. A sua diretora, Danielle Bell, afirmou que os ataques às infraestruturas de eletricidade e aquecimento, à medida que o inverno se aproxima, causariam sofrimento significativo à população civil.
A missão tinha verificado pelo menos 328 civis mortos e 2 105 feridos em setembro em toda a Ucrânia, um total combinado de vítimas civis 85% superior ao de setembro de 2025. Estes números abrangem as vítimas civis dos combates em geral, não apenas dos ataques a instalações energéticas.
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