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Representantes defenderam e contestaram a dissuasão nuclear, enquanto Kiribati pediu apoio para as comunidades afetadas por testes nucleares.
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Os delegados da Primeira Comissão da Assembleia Geral da ONU apresentaram posições muito diferentes sobre a dissuasão nuclear em 14 de outubro, antes dos trabalhos previstos pela comissão sobre projetos de propostas de desarmamento. As duas reuniões fizeram parte de um debate geral, não de uma votação sobre novas medidas. [1] [3]
O delegado da Ucrânia alertou para as ameaças nucleares da Rússia e afirmou que Moscovo tinha destacado armas nucleares táticas na Bielorrússia e realizado exercícios conjuntos no país. A Macedónia do Norte defendeu os mecanismos de partilha nuclear da NATO como parte da defesa coletiva. O representante da Hungria foi mais longe, argumentando que a dissuasão tinha mantido a região euro-atlântica segura e evitado uma corrida ao armamento. [1]
O delegado do Irão defendeu a posição oposta, argumentando que a partilha nuclear e a dissuasão alargada violam o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares. Acusou os governos que escrutinam o Irão de aplicarem dois pesos e duas medidas e alegou que Israel estava a expandir o seu arsenal. O Suriname apontou, em vez disso, a zona livre de armas nucleares da América Latina e das Caraíbas como exemplo de segurança regional sem essas armas. O Japão apelou à Coreia do Norte para que pusesse fim às suas atividades nucleares e de mísseis. [1]
O debate abordou também as pessoas afetadas pelas armas nucleares. O delegado de Kiribati recordou os testes realizados perto dos recifes, lagoas e zonas de pesca do país e disse que esperava progressos no sentido da criação de um fundo fiduciário internacional para as vítimas e as comunidades afetadas. O observador da Santa Sé junto da ONU alertou que a integração da inteligência artificial em sistemas relacionados com armas nucleares poderia aumentar os riscos associados a decisões de grande impacto e apelou ao desarmamento e a um controlo humano efetivo dos sistemas de armas. [1] [2]
Esses apelos não criaram um fundo nem alteraram a política nuclear. Segundo o calendário apresentado pelo presidente da comissão em 5 de outubro, a votação de projetos de resoluções e decisões estava prevista para mais tarde na sessão, entre 27 de outubro e 3 de novembro.
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