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ANÁLISE E OPINIÃO DA IA
Ilustração editorialO americano de 74 anos foi libertado após mais de quatro anos sob custódia russa. Os seus advogados atribuem o mérito à equipa de Trump, mas a libertação não demonstra que Biden pudesse tê-la conseguido mais cedo.
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Stephen Hubbard está livre e regressa aos Estados Unidos após mais de quatro anos sob custódia russa. A sua libertação é um êxito diplomático da administração de Donald Trump, mas não fundamenta a acusação do presidente de que Joe Biden devia ter conseguido a sua liberdade muito antes.
Trump renovou as críticas numa publicação no Truth Social, a 21 de outubro de 2026: «Stephen Hubbard e família A CAMINHO DE CASA vindos da Rússia». Biden e os democratas deviam ter tratado do assunto «há muito tempo», escreveu.
Uma fotografia do Governo dos EUA distribuída pela Reuters mostrava Hubbard, de 74 anos, com familiares e responsáveis americanos a bordo de um voo para os Estados Unidos. O seu escritório de advogados, Boies Schiller Flexner, confirmou que estava livre e a regressar a casa.
A irmã, Patricia Hubbard Fox, disse à Associated Press que tinha falado com ele por telefone e que estava a caminho de Denver para San Antonio para o encontrar. «Ele já está fora do território russo. Está livre, graças a Deus», disse.
A Rússia anunciou a libertação durante a reunião do enviado americano Steve Witkoff com o presidente Vladimir Putin, em São Petersburgo. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que Putin agira a pedido de Trump e tivera em conta o mau estado de saúde de Hubbard.
«O presidente Trump fez da liberdade de Stephen uma prioridade máxima e manteve-a assim», disse o advogado de Hubbard, Martin De Luca. O seu escritório afirmou que a libertação também exigiu um trabalho jurídico difícil em dois países.
Hubbard, um professor reformado do Michigan, vivia em Izyum, no leste da Ucrânia, antes da invasão russa em grande escala, em 2022. Os meios de comunicação estatais russos disseram que foi detido nesse mês de abril.
Um tribunal de Moscovo condenou-o por ser mercenário em outubro de 2024, após um julgamento à porta fechada, e sentenciou-o a seis anos e dez meses de prisão. A irmã questionou a confissão de culpa noticiada pelos meios de comunicação estatais russos; mais tarde, o advogado disse que Hubbard negava ter tido qualquer papel em combate ou militar.
Na altura da sentença, o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, disse que a Rússia tinha recusado o acesso consular e que Washington continuaria a insistir. A administração Biden designou Hubbard como detido injustamente em janeiro de 2025. Ainda assim, continuava preso quando Biden deixou o cargo.
Como noticiámos anteriormente, a Reuters citou Trump a reconhecer, a 20 de outubro, que «toda a gente anda a tentar libertar Hubbard há muito tempo, muito antes de eu chegar». Esse reconhecimento não contradiz a sua opinião de que Biden devia ter conseguido a libertação, mas admite que houve esforços anteriores à sua presidência.
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A libertação ocorreu também depois de uma mudança na política dos EUA em relação a Moscovo. Trump tinha suspendido novas sanções contra a Rússia na semana anterior, noticiaram a Reuters e a AP.
Numa outra publicação no Truth Social nessa manhã, Trump argumentou que a imposição de sanções teria levado as negociações sobre Hubbard a «um impasse total e absoluto». Usou a libertação não só para contrastar o seu historial com o de Biden, mas também para defender a decisão de não exercer mais pressão económica sobre a Rússia.
Trump disse ainda aos jornalistas que os EUA «não deram nada em troca». Continua por esclarecer se Moscovo impôs como condição para a libertação de Hubbard a suspensão das sanções.
Mesmo que a intervenção de Trump tenha sido decisiva, isso não demonstra que Putin estivesse disposto a libertar Hubbard em condições comparáveis durante a presidência de Biden. A oportunidade anterior pressuposta pelas críticas de Trump não foi demonstrada.