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O presidente ucraniano receia que uma isenção dos EUA para o gasóleo russo possa levar a concessões mais amplas. Os líderes da UE afirmam que a pressão das sanções deve manter-se.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmou numa cimeira da UE em Bruxelas, a 16 de outubro, que a Ucrânia não podia aceitar o que descreveu como um «acordo sobre gasóleo» entre os EUA e a Rússia. Alertou que este poderia ser seguido de acordos sobre o gás e do levantamento de sanções que afetam bancos, pessoas e a indústria química. Essas concessões adicionais são uma previsão sua, não decisões anunciadas juntamente com a medida relativa ao gasóleo. [5]
A medida concreta dos EUA é uma licença emitida a 9 de outubro que permite transações relacionadas com a venda, entrega, descarga e importação de gasóleo de origem russa ao abrigo de regulamentos de sanções específicos. A licença é válida até 7 de abril de 2027. Não especifica um volume nem um calendário de entregas e não permite débitos em contas que o banco central da Rússia, o Fundo Nacional de Riqueza ou o Ministério das Finanças detenham em instituições financeiras norte-americanas. Trata-se de uma isenção para transações de gasóleo, não de um alívio geral das sanções financeiras. [2]
Zelenskyy afirmou que o acordo relativo ao gasóleo tinha surpreendido a Ucrânia e que Kyiv não fora informada antecipadamente. Disse também que a Ucrânia tinha apoiado um cessar-fogo no setor da energia e que pedira a Washington mísseis antibalísticos para proteger as suas instalações energéticas, caso não se concretizasse um cessar-fogo desse tipo; afirmou que não os tinha recebido. [5] [6]
Entretanto, os líderes da UE manifestaram-se contra o alívio das suas próprias sanções. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que não era altura de aliviar a pressão sobre a Rússia, enquanto a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a UE não levantaria as sanções enquanto a Rússia não pusesse fim à guerra. A posição deles não determina a futura política dos EUA, mas deixa em aberto o alívio mais amplo que Zelenskyy receia, em vez de o tornar um próximo passo acordado. [3] [5]
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