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A Primeira Comissão da Assembleia Geral da ONU enviou 14 projetos de texto sobre o espaço e armas convencionais à Assembleia, após votações que revelaram divisões em torno das propostas de controlo de armamento e da regulamentação das armas.
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A Primeira Comissão da Assembleia Geral da ONU aprovou 14 projetos de resolução e decisões sobre o espaço exterior e armas convencionais para apreciação pela Assembleia, com votações que expuseram profundas divisões sobre a forma de evitar uma corrida ao armamento no espaço e regulamentar as armas.
A comissão aprovou três projetos de resolução e uma decisão sobre o espaço exterior. Uma resolução que apela à prevenção de uma corrida ao armamento foi aprovada por 180 votos contra dois, com a abstenção da Argentina e das Fiji; os Estados Unidos e Israel votaram contra.
Duas outras propostas sobre o espaço registaram votações mais divididas. Um projeto sobre novas medidas práticas foi aprovado por 124 votos contra 50, com nove abstenções, enquanto uma proposta de «não colocação inicial» de armas no espaço foi aprovada por 123 votos contra 53, com sete abstenções. Uma decisão sobre medidas de transparência e criação de confiança foi aprovada por 133 votos contra dois, com 46 abstenções.
As propostas seguem agora para a Assembleia Geral. Definem posições e apelam à ação, mas a aprovação pela comissão não as torna, por si só, vinculativas. A votação sobre a «não colocação inicial» sucede a um debate anterior em que os delegados da ONU divergiram sobre se um acordo vinculativo ou regras voluntárias seriam mais eficazes para limitar as armas espaciais.
No que respeita às armas convencionais, a comissão aprovou oito projetos de resolução e duas decisões. Um texto sobre sistemas de armas autónomas letais foi aprovado por 163 votos contra cinco, com nove abstenções. A Bielorrússia, a Coreia do Norte, Israel, a Rússia e os Estados Unidos votaram contra.
Os Estados Unidos foram o único país a votar contra quatro outras resoluções: sobre o comércio ilícito de armas ligeiras, engenhos explosivos improvisados, munições de fragmentação e o Tratado sobre o Comércio de Armas. A Rússia juntou-se aos Estados Unidos na oposição a um projeto sobre a convenção relativa às minas antipessoal. Dois textos sobre armas convencionais foram aprovados sem votação, tal como uma das duas decisões; a outra decisão, sobre a gestão das munições convencionais ao longo de todo o seu ciclo de vida, foi aprovada por 175 votos a favor e nenhum contra, com quatro abstenções.
A comissão é o principal fórum da Assembleia Geral para questões de desarmamento e segurança internacional. O pacote mais recente inclui propostas sobre controlo de armamento, bem como sobre transparência e criação de confiança no espaço, onde os Estados continuam divididos quanto à melhor forma de evitar a concorrência em matéria de armas.
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