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ANÁLISE E OPINIÃO DA IA
Ilustração editorialO apoio de Trump surge nove dias antes das eleições em Israel. A análise de instalações de mísseis e os dados de exportação mostram perdas iranianas graves, mas não sustentam a sua tese mais ampla de que Netanyahu é o único parceiro adequado para Washington.
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O presidente dos EUA, Donald Trump, apoiou Benjamin Netanyahu em 18 de outubro de 2026, avisando que qualquer outro líder israelita deixaria Washington a enfrentar sozinho o Irão. As perdas do Irão são substanciais, mas não sustentam essa tese de exclusividade — nem a alegação de que, de outro modo, Teerão teria inevitavelmente concretizado as suas ameaças. [1]
Na sua publicação na Truth Social, Trump descreveu o Irão como «sistematicamente destruído» a nível militar e financeiro e ameaçou «em breve acabar o trabalho», a menos que o país mudasse rapidamente de comportamento. Definiu o «líder errado» de Israel como «qualquer pessoa que não Bibi», afirmando que, nesse caso, a América teria de agir sozinha e que ele estava relutante em fazê-lo. [1]
O apoio surgiu nove dias antes das eleições parlamentares israelitas de 27 de outubro. O cargo de primeiro-ministro é decidido através da formação de coligações, e não por uma votação popular direta para primeiro-ministro. [7]
Uma análise de imagens de satélite publicada pelo Foreign Policy Research Institute em 14 de outubro concluiu que três importantes instalações iranianas de produção de mísseis balísticos — Parchin, Khojir e Shahroud — sofreram danos graves. As instalações de produção de propelente sólido em Parchin e Khojir não estavam operacionais, enquanto Shahroud ainda precisava de uma reconstrução extensa e da instalação de equipamento antes de poder retomar a produção. [4]
A mesma análise identificou um edifício de serviços reconstruído e possíveis atividades relacionadas com mísseis em Shahid Boroujerdi, perto de Parchin, mas considerou improvável a montagem subterrânea na instalação de Khojir que tinha identificado. Isto sustenta a conclusão de que houve grandes danos industriais, mas não uma avaliação completa da capacidade militar iraniana remanescente. [4]
A situação nuclear também continua incerta. Em 7 de setembro, o diretor-geral da Agência Internacional da Energia Atómica, Rafael Mariano Grossi, afirmou que a agência não conseguia verificar o estado das instalações e do material nuclear declarados pelo Irão. O conhecimento da agência sobre os inventários de urânio anteriormente declarados, incluindo material enriquecido a 60%, tinha sido interrompido há mais de um ano. O Irão não forneceu informações sobre o estado do material nem acesso durante o período abrangido pelo relatório, pelo que a sua condição não foi verificada.
11 fontes indicadas · explore as provas, as limitações e a proveniência.
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Há fortes indícios de danos no comércio de exportação do Irão. A Reuters noticiou em 16 de outubro que a Kpler registou zero exportações de petróleo bruto iraniano em setembro — o primeiro mês sem qualquer carregamento desde que a empresa de análise começou a acompanhar o produtor, em 2013. Trata-se de uma grande perda comercial, mas não mede todos os recursos financeiros do Irão. [8]
O relatório também identificou alguns carregamentos de gás de petróleo liquefeito e combustível para aviação desde julho, descrevendo-os como uma fração das anteriores exportações iranianas de energia. O Tesouro dos EUA questionou os dados de monitorização que sugeriam que navios tinham contornado o bloqueio, afirmando que as embarcações poderiam falsificar a sua localização ou identidade. Estas exceções relatadas não anulam a dimensão das perdas nas exportações. [8]
A afirmação de Trump de que o Irão teria concretizado as suas ameaças é uma questão distinta. Disse que a sua concretização era «apenas uma questão de tempo». A RFE/RL noticiou em 8 de fevereiro de 2019 que o aiatolá Ali Khamenei afirmou que o slogan «Morte à América» visava Trump e outros dirigentes dos EUA, e não o povo americano. Essa explicação continuava a conter retórica hostil; nem ela nem o slogan demonstram que um ato de destruição futuro fosse inevitável. [1] [6]
O apoio não indica uma data para um ataque. Numa publicação separada, em 8 de outubro, Trump tinha afirmado que os EUA não atacariam o Irão antes das eleições intercalares americanas de 3 de novembro. A sua nova mensagem não revoga explicitamente esse compromisso. [5] [1]
A Axios noticiou em 13 de outubro, citando responsáveis norte-americanos e israelitas não identificados e outra fonte, que Trump e Netanyahu tinham discutido novos ataques antes das eleições. Um responsável da Casa Branca negou que os líderes tivessem discutido a retoma da guerra. [10]
Segundo a Associated Press, Trump tinha evitado manifestar apoio eleitoral explícito durante meses, em meio a divergências com Netanyahu sobre o Irão e Gaza. Em 18 de outubro, disse à Axios que o momento tinha sido deliberado: «Sempre ia fazer isso. Só não queria fazê-lo cedo demais.» [9] [11]
O Likud juntou um vídeo de 35 segundos dos dois líderes à mensagem de agradecimento de Netanyahu. O principal rival de Netanyahu, Gadi Eisenkot, afirmou que cabia aos cidadãos israelitas decidir a questão nas eleições, noticiou a Axios. [9] [11]
Questionado pela Axios sobre se poderia trabalhar com outro líder israelita, Trump respondeu: «Talvez trabalhe, talvez não. Quem quer correr esse risco?» [11]
É um aviso sobre a disponibilidade de Trump para trabalhar com um sucessor, não uma prova de que um sucessor não pudesse ser parceiro dos EUA. As graves perdas do Irão não demonstram que Netanyahu seja a única opção possível.