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Downing Street alterou a formulação sobre as consequências de uma conduta ilícita depois de Burnham ter falado dos proprietários do Manchester City.
O que mudou? · 01/10/26, 23:02 UTC
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Burnham, presidente da câmara de Manchester até este verão, fez os comentários à BBC na quarta-feira, segundo a agência noticiosa neerlandesa ANP. Disse que ficaria preocupado se os proprietários dos Emirados Árabes Unidos deixassem o clube. Atribuiu ao City Football Group, que é proprietário do clube, investimentos no estádio e na cidade em geral. [1]
A ANP noticiou que o City tinha sido considerado culpado de violações graves das regras financeiras da Premier League. Burnham comparou a situação com a do Everton, clube que apoia, mas alertou para os riscos de tirar conclusões precipitadas. [1]
O Everton perdeu 10 pontos em 2023 por violações das regras financeiras. Burnham fez os comentários no estádio do Everton, onde estabeleceu a comparação com a situação do City. [1]
Os Conservadores criticaram o antigo presidente da câmara da Grande Manchester, Andy Burnham, por ter dito que ficaria preocupado se os proprietários do Manchester City vendessem o clube. O ministro-sombra do Desporto, Louie French, classificou os comentários como «completamente desligados da realidade» e disse na quinta-feira que a comissão independente da Premier League tem de poder trabalhar sem influências externas. [2]
French acusou Burnham de apoiar publicamente os proprietários enquanto o processo da liga continua e perguntou se estaria a ser exercida pressão política. Os comentários de Burnham sobre a saída dos proprietários foram feitos em resposta a uma pergunta sobre uma possível venda. Disse que estes tinham contribuído tanto para o clube como para Manchester, mas também afirmou que não estava diretamente envolvido no processo da liga, que deveria ser independente, e que seria errado antecipar o resultado do caso, que é contestado. [2]
Uma comissão independente considerou o City culpado da maioria das 115 acusações relativas às regras da Premier League. O City nega qualquer irregularidade e tem até sexta-feira para recorrer. Ainda não se realizou uma audiência para decidir eventuais sanções. [2]
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Um porta-voz do número 10 considerou grave a decisão inicial e afirmou que o processo independente deve seguir o seu curso e que o resultado deve ser respeitado. Se ficar demonstrada uma conduta ilícita, os responsáveis devem enfrentar as consequências adequadas, disse o porta-voz. [2]
Downing Street voltou a divulgar a sua resposta aos comentários do primeiro-ministro Andy Burnham sobre o Manchester City pouco mais de uma hora depois de a ter publicado, substituindo «Se» por «sempre que» numa frase sobre as consequências de uma conduta ilícita, noticiou a BBC. [3]
A declaração original dizia que a decisão inicial era grave, que ninguém estava acima das regras e que se devia permitir que o processo independente seguisse o seu curso. Dizia que os responsáveis deviam enfrentar as consequências adequadas se ficasse demonstrada uma conduta ilícita. [3]
Burnham disse que ficaria preocupado se os proprietários do Manchester City deixassem o clube, mas também afirmou que se mantinha afastado do processo. A BBC noticia que a Premier League concluiu que o clube infringiu as suas regras; o City nega qualquer irregularidade e está a ponderar recorrer. [3]