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Os sul-africanos estão a votar em eleições locais que poderão enfraquecer ainda mais o ANC e remodelar os governos de coligação, enquanto os eleitores ponderam o historial do partido face às queixas persistentes sobre serviços básicos.
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Os sul-africanos estão a votar em eleições locais que poderão aprofundar o declínio do Congresso Nacional Africano (ANC), depois de o partido ter perdido a maioria parlamentar pela primeira vez em 2024. Os resultados também determinarão quem governa os municípios do país, responsáveis por serviços essenciais como o abastecimento de água e eletricidade e a recolha do lixo.
O ANC obteve 40% dos votos nas eleições gerais de 2024, abaixo dos 70% registados em 2004. As sondagens indicam que poderá perder ainda mais terreno nas eleições locais de quarta-feira, disputadas por mais de 500 partidos. O presidente Cyril Ramaphosa rejeitou a ideia de que o partido estivesse numa espiral descendente, dizendo aos apoiantes num comício que estava a «subir cada vez mais».
Em Alexandra, um bairro de Joanesburgo onde o ANC tradicionalmente conta com forte apoio, residentes disseram à BBC que os maus serviços e a falta de mudança tinham levado algumas pessoas a hesitar em votar. Sanele Ntombela, que vota pela primeira vez, disse esperar que o voto pudesse trazer mudanças, apesar dos problemas com o lixo, a eletricidade e a água. Outra residente, Zandile Mncube, disse que não iria votar, embora estivesse recenseada.
As preocupações com a administração local estendem-se para além de Alexandra. O auditor-geral da África do Sul atribuiu auditorias sem reservas — a classificação mais elevada para uma entidade pública — a apenas 39 dos 257 municípios do país em 2024-25. Nenhum dos três municípios metropolitanos de Gauteng — Joanesburgo, Tshwane e Ekurhuleni — estava entre eles. A auditora-geral Tsakani Maluleke alertou que a deterioração das finanças de Joanesburgo ameaça comprometer ainda mais a prestação de serviços.
As eleições também poderão remodelar as coligações. As três regiões metropolitanas de Gauteng são atualmente governadas por coligações, com o ANC como maior partido em cada uma. A analista política Melanie Verwoerd espera que o ANC tenha, a nível nacional, o pior resultado de sempre e disse que é provável que os governos de coligação continuem a ser comuns em Gauteng. Estes acordos têm sido frequentemente marcados por mudanças na liderança quando os partidos entram em conflito, um padrão que, segundo a BBC, afetou os serviços em alguns municípios.
Uma sondagem da Ipsos estimou o apoio ao ANC em 30%, abaixo dos 46% nas eleições locais de 2021, e projetou 25% para a Aliança Democrática, acima dos 22%. Estes valores são estimativas de sondagens, não resultados. Em Joanesburgo, a líder da Aliança Democrática, Helen Zille, candidata-se à presidência da câmara municipal. Em eThekwini, que inclui Durban, prevê-se um bom resultado do Partido uMkhonto weSizwe, mas as sondagens indicam que poderá precisar de parceiros de coligação para governar. O analista Levy Ndou disse que uma coligação entre o ANC e a Aliança Democrática parecia inevitável na maioria das regiões metropolitanas, assinalando, no entanto, a incerteza sobre se o acordo de unidade do governo nacional influenciaria as coligações locais.
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