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Um hospital de Nyala recebeu 36 corpos e tratou mais de 150 feridos após os ataques. Foram divulgados números de mortos mais elevados, mas as contagens e a identidade dos mortos continuam em disputa.
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Ataques com drones contra um mercado e um bairro residencial em Nyala fizeram dezenas de mortos na segunda-feira, segundo relatos citados pela ONU na quarta-feira. Os Médicos Sem Fronteiras (MSF) disseram que o hospital que apoiam na cidade de Nyala, no Darfur do Sul, recebeu 36 corpos e tratou mais de 150 feridos. O número total de mortos e quantos eram civis ou combatentes continuam por determinar.
A MSF situou o ataque ao mercado por volta das 8 da noite, hora local, de 26 de outubro, no oeste de Nyala. A Radio Tamazuj identificou o local como o mercado de Tanqong, no bairro de Dumaya. Os números do hospital contabilizam as pessoas levadas para receber tratamento ou já sem vida; não constituem um balanço final dos dois locais atingidos. A MSF disse que 21 dos 36 mortos vestiam roupa civil. O coordenador do projeto, Dale Koninckx, disse que a equipa tratou pessoas com ferimentos causados por estilhaços e queimaduras graves, incluindo mulheres e crianças.
O ministro da Saúde da administração paralela alinhada com as Forças de Apoio Rápido (RSF), grupo paramilitar, disse à Radio Tamazuj que 102 civis tinham sido mortos no mercado e 113 feridos. A Radio Dabanga divulgou posteriormente um número mais elevado da mesma administração: 188 mortos e 356 feridos, que, segundo a estação, se baseava em relatos de unidades de saúde e equipas médicas. São números sucessivos de uma mesma administração, não grupos distintos de vítimas. A Associated Press divulgou uma estimativa inferior da Rede de Médicos do Sudão: pelo menos 21 mortos e mais de 40 feridos; o grupo disse que as restrições de segurança tinham dificultado os seus esforços para confirmar a identidade das vítimas.
Duas testemunhas entrevistadas pela AP descreveram combatentes mortos no mercado ou nas imediações, bem como vendedores civis de alimentos. Os seus relatos põem em causa a afirmação de que todas as pessoas incluídas no número inicial de mortos divulgado pela administração eram civis, mas não determinam o estatuto de cada pessoa morta. Um grupo de defesa dos direitos humanos disse à Radio Tamazuj que tinha documentado 14 mortes de civis no mercado.
Os MSF e a administração alinhada com as RSF atribuíram o ataque ao mercado ao exército sudanês. Um porta-voz de forças que combatem ao lado do exército afirmou que um ataque aéreo dirigido a um campo a oeste de Nyala tinha matado mais de 150 recrutas de milícias. Essa afirmação não determina se o campo era um dos dois locais descritos pela ONU, cujo porta-voz não identificou o autor do ataque.
Os ataques ocorrem no contexto de uma vaga mais ampla de ataques com drones, discutida na conferência de imprensa da ONU. Os MSF disseram que outro ataque a um mercado de Nyala, em 16 de outubro, matou pelo menos quatro pessoas; ataques a um mercado e a outro local em Abyei ocorreram a 19 de outubro, com a responsabilidade contestada. O porta-voz da ONU Stéphane Dujarric pediu o fim imediato dos ataques contra civis e infraestruturas civis em todo o Sudão.
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