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Um juiz manteve um antigo engenheiro da OpenAI em prisão preventiva depois de os procuradores invocarem contactos sauditas e ajuda à família para viajar. Nem a acusação nem o pedido de detenção estabelecem que a Arábia Saudita tenha dirigido a alegada tentativa de gravação.
Produzido com investigação aprofundada por IA, redação baseada em fontes e correção linguística. As fontes e as incertezas acompanham o artigo.
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A BBC noticia que o magistrado federal dos EUA Alex Tse recusou, na segunda-feira, o pedido de libertação de Abdulrahman Alfozan, afirmando que “there is a risk of non-appearance that is significant”. Os procuradores tinham alegado que as ligações do antigo engenheiro da OpenAI à Arábia Saudita e a ajuda prestada à família após a sua detenção faziam dele um risco de fuga. A decisão diz respeito à sua permanência em prisão preventiva até ao julgamento, não ao eventual envolvimento da Arábia Saudita na alegada tentativa de gravação. [3]
Alfozan, cidadão saudita, foi detido a 9 de outubro e acusado de usar ou tentar usar um dispositivo para intercetar conversas. Os procuradores alegam que colocou um gravador oculto atrás de um televisor numa sala de reuniões de executivos da OpenAI, em São Francisco, por volta de 28 de setembro. Os funcionários da OpenAI encontraram-no dois dias depois. Não foi acusado de agir em nome de um governo estrangeiro, e a acusação não estabelece que alguma conversa tenha sido gravada. [4]
Num requerimento a pedir a sua detenção, os procuradores afirmam que Alfozan manteve contactos frequentes pelo WhatsApp, em 2025 e 2026, com um membro não identificado da família real saudita que tentou repetidamente recrutá-lo para uma iniciativa de inteligência artificial. Afirmam também que o governo saudita pagou um voo para Jeddah para a mulher e o filho de Alfozan após a sua detenção, mas que a viagem não se realizou. Um membro das forças armadas sauditas pagou depois os bilhetes só de ida, em classe executiva, para Doha, viagem que ambos fizeram a 10 de outubro. [1]
Esses contactos e pagamentos são centrais no argumento dos procuradores sobre o risco de fuga. Não estabelecem quem, se é que alguém, pediu a Alfozan que colocasse o dispositivo. Os procuradores apontam como possíveis motivos tanto uma vantagem comercial pessoal como a assistência a um governo estrangeiro. Afirmam que houve reuniões com responsáveis governamentais na sala durante o período em que o dispositivo terá estado lá, o que suscita uma possível preocupação de segurança nacional. [1]
Os advogados de Alfozan contestam o argumento de que representa um risco de fuga. Dizem que ele comprou os bilhetes originais da família para a Arábia Saudita a 13 de setembro, antes da alegada colocação do dispositivo, por motivos familiares e de imigração. Invocam os seus regressos anteriores de viagens ao estrangeiro e uma entrevista para a cidadania norte-americana marcada para 6 de novembro. Num requerimento apresentado antes de os procuradores pormenorizarem os contactos e pagamentos sauditas, disseram também que o consulado saudita se oferecera para pagar qualquer caução e prometera não lhe emitir documentos de viagem enquanto estivesse em liberdade.
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O advogado de Alfozan, William Pernik, disse anteriormente ao The National que as acusações pareciam “wholly out of character” no caso de Alfozan e que a defesa iria analisar as provas do governo. O governo saudita não respondeu de imediato ao pedido de comentário da BBC. [5] [3]