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O telescópio Euclid da ESA descobriu o seu primeiro cometa até então desconhecido, uma descoberta inesperada para uma missão concebida para mapear galáxias distantes. O cometa foi confirmado em 8 de outubro e tem agora a designação C/2026 S1 (Euclid).
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O telescópio Euclid da Agência Espacial Europeia descobriu o seu primeiro cometa até então desconhecido, depois de o ter captado em imagens em setembro. O objeto, agora designado C/2026 S1 (Euclid), foi confirmado pelo Centro de Planetas Menores da União Astronómica Internacional em 8 de outubro, segundo a ESA. [1]
O Euclid foi concebido para mapear galáxias distantes, não para seguir objetos em movimento rápido no nosso Sistema Solar. O cometa foi detetado em imagens obtidas entre 16 e 24 de setembro, quando um programa desenvolvido por Mikko Pöntinen, estudante de doutoramento da Universidade de Helsínquia, assinalou o seu movimento no campo de visão do telescópio. Uma análise mais detalhada revelou uma nuvem difusa à sua volta, um sinal de atividade cometária, disse Pöntinen. [1]
Depois de as verificações não terem encontrado correspondência nos catálogos de cometas e asteroides conhecidos, as observações foram enviadas para o Centro de Planetas Menores. Astrónomos em terra contribuíram então com observações de seguimento antes de o centro confirmar a descoberta. A ESA diz que o cometa está a cerca de 1,3 mil milhões de quilómetros da Terra e segue uma órbita que demora milhares de anos a completar. O seu período orbital continua a ser afinado à medida que são recolhidos mais dados. [1]
A descoberta foi uma oportunidade invulgar: o Euclid evita, em geral, o plano do Sistema Solar, onde a poeira pode interferir com as suas imagens do céu profundo, e a sua estratégia de varrimento normalmente não permite aos operadores voltar a observar uma região do céu a pedido. A ESA afirma que se espera que o telescópio encontre muito poucos cometas. [1]
O cometa não é um alvo adequado para a missão Comet Interceptor, planeada pela ESA, disse Valeria Pettorino, cientista do projeto. No entanto, descreveu a descoberta e o processo de alerta como um teste à forma como as equipas do Euclid e do Comet Interceptor poderão coordenar-se no futuro. [1]
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