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Gianni Infantino diz ter o apoio da maioria do futebol mundial, enquanto prossegue a pressão devido à proposta de direitos comerciais da FIFA, entretanto abandonada, e à exigência da UEFA de acesso a documentos.
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O presidente da FIFA, Gianni Infantino, diz ter o apoio da «vasta, vasta maioria» do futebol mundial, apesar de uma disputa com o organismo que tutela o futebol europeu sobre uma proposta para vender parte dos direitos comerciais da FIFA a uma empresa privada de investimento.
Numa entrevista à BBC Sport, Infantino riu-se quando lhe perguntaram se tinha ponderado demitir-se. Disse que a sua reeleição para um quarto mandato deve ser decidida pelas associações-membro da FIFA, cada uma com direito a um voto. A eleição está prevista para março; os candidatos têm até 18 de novembro para confirmar que se candidatam, e nenhum tinha apresentado a candidatura à data da entrevista.
Os comentários de Infantino surgem após as críticas à proposta Fifa Forward Enterprise, que abandonou em poucos dias. Os presidentes da UEFA, da Confederação Asiática de Futebol e da Concacaf acusaram-no, numa carta, de ter quebrado a confiança «por meio de engano». Desde então, a UEFA exigiu que a FIFA divulgasse documentos essenciais sobre a proposta até 2 de novembro, afirmando que continuam sem resposta questões fundamentais.
Infantino disse que responderia às perguntas «na medida em que o processo o permita» e que a FIFA estava «a trabalhar» para disponibilizar os documentos. Pediu desculpa ao Conselho da FIFA pela comunicação e consulta em torno da proposta, mas não indicou um calendário claro para a divulgação dos documentos solicitados.
Disse que a Confederação Asiática de Futebol o tinha apoiado plenamente e que as associações nacionais africanas também o tinham feito. A BBC noticia que a sua reeleição parece agora provável, embora ainda possa enfrentar um adversário antes do prazo.
Infantino disse ainda que a FIFA precisava de dialogar mais frequentemente com a UEFA para reparar a relação tensa entre ambas e reconheceu que a administração tinha feito «algumas coisas que talvez não tenham sido tão boas».
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