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O Quarto Comitê da Assembleia Geral da ONU aprovou dois projetos de resolução sobre a segurança de jornalistas, a integridade da informação e as comunicações multilíngues da ONU por 157 votos a dois. Os textos agora serão incluídos no relatório do Comitê de Informação à Assembleia Geral.
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O Quarto Comitê da Assembleia Geral da ONU aprovou dois projetos de resolução que pedem maior proteção aos jornalistas e a continuidade das comunicações multilíngues das Nações Unidas. Ambos foram aprovados por 157 votos a dois, com votos contrários da Argentina e dos Estados Unidos e nenhuma abstenção.
Os projetos agora fazem parte do relatório do Comitê de Informação à Assembleia Geral. Eles pedem que países e órgãos da ONU reduzam as desigualdades nos fluxos de informação e apoiem a capacidade dos jornalistas de realizar seu trabalho. Um deles também pede programas práticos de treinamento para profissionais de radiodifusão e jornalistas em países em desenvolvimento.
O segundo projeto condena ataques e violência contra jornalistas e profissionais da mídia, e aborda a informação errônea e a desinformação, inclusive on-line. Ele pede ao secretário-geral da ONU que continue trabalhando para promover informações equilibradas e equitativas nos seis idiomas oficiais da ONU e insta o Departamento de Comunicação Global a não permitir que medidas para responder aos problemas de liquidez da organização prejudiquem o multilinguismo.
O representante dos Estados Unidos, ao explicar o voto contrário de seu país aos textos, chamou-os de “30 páginas de jargão burocrático” e “expansão de mandato em versão impressa”. Ele disse que os EUA não aceitariam esforços para restringir a liberdade de expressão em nome do combate à desinformação e se opôs a referências a temas como mudança climática e gênero.
O representante da Irlanda, falando em nome da União Europeia como observadora, disse que os textos reafirmavam liberdades como a de expressão e de imprensa. Ele lamentou que as resoluções do ano passado não tivessem sido adotadas por consenso, após 38 anos de consenso, segundo o relato da reunião da ONU.
A representante do Canadá, falando em nome da Austrália e da Nova Zelândia, saudou as disposições sobre multilinguismo, mas pediu que os textos fossem simplificados. Também defendeu que uma das resoluções fosse examinada a cada três anos, em vez de a cada dois, para permitir uma análise mais significativa.
Delegados também manifestaram preocupação com a informação errônea, o discurso de ódio e o acesso a idiomas. O representante de Bangladesh destacou o uso da inteligência artificial para disseminar notícias falsas, enquanto o representante do Brasil mencionou reclamações de que grandes empresas de tecnologia podem ter favorecido alguns candidatos e deixado de combater informações falsas e discurso de ódio. A ONU descreve seu relato da reunião como “Para os meios de comunicação. Não é um registro oficial.”
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