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A medida diplomática ocorre após um tribunal concluir que um dos dois homens condenados por preparar ataques foi recrutado pela inteligência iraniana. Teerã nega envolvimento.
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O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha afirmou na segunda-feira que convocou o embaixador do Irã após um tribunal de Hamburgo condenar dois homens à prisão por preparativos para ataques na Alemanha. O ministério condenou o que chamou de atividades do Irã e disse que não toleraria ataques à vida judaica nem a quem a defende. A convocação foi noticiada pelo Nieuws.nl e pela dts Nachrichtenagentur; nenhum dos dois relatos estabelece se a reunião já havia ocorrido. [3] [4]
Em 15 de outubro, o tribunal condenou Ali S. a oito anos e seis meses de prisão por crimes que incluem atividade de inteligência e tentativa de participação em homicídio e incêndio criminoso grave. Tawab M. recebeu quatro anos e seis meses por tentativa de participação em homicídio. Segundo um comunicado do tribunal reproduzido pela TP-Presseagentur, os juízes estavam convencidos de que um serviço de inteligência iraniano havia recrutado S. A ZDF informou que o tribunal também considerou que ele integrava a Guarda Revolucionária e sua Força Quds. [1] [5]
Segundo o relato do tribunal, S. havia recebido a tarefa de reunir informações sobre Josef Schuster, presidente do Conselho Central dos Judeus na Alemanha, e Volker Beck, presidente da Sociedade Germano-Israelense. O relato também descreveu a vigilância de uma loja de alimentos judaica em Berlim e os preparativos para obter uma arma para um ataque contra Beck. Foram preparativos, não um ataque consumado: segundo a NDR, o tribunal rejeitou o pedido de Beck para se juntar à acusação como parte lesada porque ainda não havia ocorrido nenhuma tentativa de ataque. [1] [9]
O ministro das Relações Exteriores, Johann Wadephul, havia dito na sexta-feira que a Alemanha responderia ao veredito. Segundo a Saba, que atribuiu a informação à agência de notícias iraniana IRNA, a embaixada do Irã rejeitou qualquer envolvimento iraniano no caso após a decisão. O advogado de S. chamou o veredito de motivado politicamente, contestou a força das provas de inteligência e disse que pediria uma revisão. O comunicado do tribunal informou que a sentença ainda não era definitiva quando foi anunciada.
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