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Adis Abeba quer restabelecer os serviços e realizar eleições regionais em até seis meses, mas a retomada dos combates deixa incertas as perspectivas do plano.
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A Etiópia nomeou uma administração interina de seis meses para Tigré depois que combatentes aliados ao governo entraram na capital regional, Mekele, no início deste mês. O gabinete do primeiro-ministro Abiy Ahmed afirma que a nova administração tem a missão de restabelecer a segurança e os serviços públicos, reconstruir a infraestrutura danificada e preparar eleições regionais em até seis meses. [1][2]
A Agência de Notícias da Etiópia, ao noticiar a declaração do primeiro-ministro, afirma que a nomeação ocorreu após uma resolução da Câmara da Federação da Etiópia e uma decisão vinculante do gabinete. Foram nomeados funcionários para supervisionar a administração, a reconstrução, a segurança e os assuntos políticos, além de um novo prefeito para Mekele. A administração interina atuará sob supervisão federal, com mandato limitado à rotina do governo e à preparação das eleições. [1]
A Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF) retirou-se de Mekele antes da entrada de combatentes aliados ao governo, em 4 de outubro, segundo a Associated Press. A Reuters informa que as forças etíopes e combatentes pró-governo agora controlam grandes áreas de Tigré. O avanço ocorre em meio à retomada dos combates, que danificou gravemente o acordo de paz de 2022, que encerrou uma guerra de dois anos. [2][3]
O gabinete de Abiy acusa os líderes da TPLF de obstruir esse acordo; a AP informa que a TPLF instou suas forças a continuar lutando. Centenas de ex-combatentes começaram a se registrar em Mekele para um programa destinado a ajudá-los a voltar à vida civil. Magnus Taylor, do International Crisis Group, alertou que a perda de Mekele pela TPLF não significa que o conflito acabou: controlar cidades e estradas não garantiria necessariamente o controle das áreas rurais. [1][2]
A administração também deve ajudar pessoas deslocadas a voltar para casa. Cerca de 750.000 tigraianos ainda estavam deslocados internamente em fevereiro, segundo dados da agência da ONU para refugiados citados pela Reuters. Ainda não se sabe até que ponto a nova administração conseguirá atuar nem se será possível realizar eleições durante seu mandato de seis meses.
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