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A CBS publicou trechos em que a mulher distingue um encontro inicial de acontecimentos posteriores que, segundo ela, constituíram estupro. Cornell também descreveu as restrições impostas durante sua investigação de 2024.
O que mudou? · 30/09/2026, 10:49 UTC
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Promotores do condado de Tompkins reabriram uma investigação sobre alegações de que sete integrantes de uma fraternidade agrediram sexualmente uma estudante da Cornell University em outubro de 2024. O promotor distrital Matthew Van Houten disse que pretende apresentar o caso a um grande júri com a cooperação da mulher e reavaliar se há provas que sustentem acusações criminais. [3] [5]
A mulher, identificada nos documentos judiciais como Jane Doe, alega que integrantes da Chi Phi a agrediram na sede da fraternidade na noite de 19–20 de outubro de 2024, depois que álcool e drogas a deixaram incapaz de consentir. Sua ação judicial, apresentada em 16 de setembro, também acusa Cornell de não proteger os estudantes nem lidar adequadamente com a violência sexual. A petição diz que ela comunicou o episódio à polícia de Cornell em novembro de 2024. [1] [7]
Van Houten defendeu a decisão de seu gabinete de não apresentar acusações em 2024. Ele disse que o depoimento inicial de Doe à polícia diferia substancialmente de sua ação judicial e descrevia uso voluntário de drogas e atividade sexual consensual. Também disse que a considerava digna de crédito. Trechos do depoimento que ele divulgou mencionavam lacunas na memória dela, intoxicação crescente e atividades com as quais ela não havia consentido. O advogado de Doe, Thomas Giuffra, contesta que os dois relatos fossem substancialmente diferentes e criticou a investigação anterior. [3] [6]
Van Houten disse à ABC News que os promotores se basearam na investigação da polícia de Cornell, em vez de conduzirem uma investigação própria. Giuffra disse que mensagens de um grupo no Snapchat foram entregues às autoridades em 2024; Van Houten disse não ter certeza de como o material havia chegado a seu gabinete nem se alguém ali o havia examinado. [3] [4]
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Cornell disse que seu processo disciplinar separado resultou em expulsões e suspensões, e que a ninguém foi oferecida a redação de um texto como única consequência. A petição descreve suspensões temporárias e a oportunidade de os estudantes apresentarem redações como atenuantes para suas condutas. Cornell não informou quantos estudantes receberam cada sanção. [1] [3] [7]
Jeremy Saland, advogado do réu Scott Kretzschmar, disse que seu cliente nunca agrediu sexualmente nem tocou em Doe. Outro réu, Scott Norris, negou ter participado de atividade sexual ou do uso de drogas, mas reconheceu ter enviado uma mensagem no grupo. [3]
A CBS News New York publicou trechos que, segundo a emissora, vêm das entrevistas da mulher com a polícia do campus de Cornell em novembro de 2024. Ela distingue um encontro sexual inicial dos acontecimentos posteriores no caso que o promotor local agora reabriu. [11] [8]
A mulher, que processa sete homens e a Cornell University por uma suposta agressão sexual, disse que se sentia “razoavelmente bem” em relação ao encontro inicial, mas também afirmou que estava “muito bêbada” e que havia sido atingida “com muita, muita força”. Ao descrever o que aconteceu mais tarde naquela noite, ela disse: “Posso dizer com 100% de certeza que fui estuprada.” [11] [1]
O promotor distrital Matthew Van Houten disse que a decisão de seu gabinete de não apresentar acusações em 2024 se baseou em um depoimento policial assinado, de seis páginas, que ele caracterizou como uma descrição de conduta sexual voluntária e consensual. Seu relato publicado também diz que a mulher resistiu a determinadas investidas. A CBS informou que o depoimento escrito foi preparado durante as entrevistas e revisado pela mulher. [8] [11]
Cornell disse que suspensões temporárias e outras restrições foram aplicadas durante sua investigação. A petição da ação civil da mulher situa algumas suspensões temporárias em novembro de 2024; o relato recente da universidade descreve medidas tomadas naquela época, e não novas suspensões nesta semana. [10] [3] [1]