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Em um comício no Kansas, Trump transformou os distúrbios violentos na França em um alerta sobre as eleições de meio de mandato nos EUA. Os tumultos na França estão documentados; a suposta ligação com o resultado de uma eleição americana, não.
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Donald Trump mencionou os incêndios e os tumultos na França durante um comício de campanha do senador republicano Roger Marshall em Park City, Kansas, na segunda-feira. Ele usou os distúrbios para alertar os eleitores sobre os democratas antes das eleições de meio de mandato de 3 de novembro, mas não apresentou provas de que uma vitória democrata levaria a uma violência semelhante nos Estados Unidos, informou a Reuters. [4] [6]
“Quando vocês virem campanários em chamas e incêndios violentos na França, lembrem-se: é isso que os democratas radicais querem fazer com os Estados Unidos”, disse Trump. Na mesma passagem, acrescentou: “Eles esperam fazer isso. Não vão nem chegar perto.” A Reuters descreveu o alerta como um cenário que poderia acontecer se os republicanos não vencessem; essa formulação condicional não fez parte da passagem gravada. [1] [6]
A violência na França é real. Cerca de 2.400 pessoas foram presas em toda a França no sábado, segundo autoridades citadas pela Associated Press. Manifestantes incendiaram veículos, saquearam estabelecimentos comerciais e atacaram prédios públicos. Mas os distúrbios ocorreram paralelamente a protestos contra o aumento do custo de vida e as más condições nas escolas, nos quais centenas de milhares de pessoas marcharam pacificamente. [7]
Trump também atribuiu a destruição a migrantes, jihadistas e comunistas. Autoridades francesas culparam radicais de extrema esquerda e criminosos oportunistas; um pesquisador da área policial disse à AP que a ala radical de extrema esquerda era pequena demais para explicar sozinha a violência. Esses relatos não estabelecem a identidade nem a situação migratória de cada manifestante, e os acontecimentos na França não demonstram que os democratas pretendam promover violência desse tipo nos Estados Unidos. [5] [7]
Marshall busca a reeleição contra o democrata Adam Hamilton em um estado que, segundo a Reuters, não elege um senador democrata para o Congresso dos EUA há 94 anos.
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