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O presidente da Ucrânia relata ataques contínuos à infraestrutura energética, mas nem Kiev nem Moscou confirmaram o cessar-fogo anunciado por Trump uma semana antes.
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O presidente Volodymyr Zelensky disse no domingo, 18 de outubro, que a Rússia havia atacado 76 vezes os setores de energia, petróleo e gás da Ucrânia na semana desde que Donald Trump anunciou um cessar-fogo no setor energético. Ele disse que ataques durante a noite atingiram subestações nas regiões de Vinnytsia, Zhytomyr, Khmelnytskyi e Odesa, deixando dezenas de milhares de famílias sem eletricidade. O número é a contagem de ataques feita por ele, não uma contagem de instalações danificadas. [1]
A questão é se havia um cessar-fogo acordado a ser rompido. Em 11 de outubro, Trump declarou que um cessar-fogo estava em vigor imediatamente e que os dois lados haviam concordado. Mas um funcionário da Casa Branca descreveu à Axios apenas um possível acordo para que ambos os lados parassem de atacar refinarias de petróleo, com um acordo que abrangesse usinas e redes elétricas podendo vir depois. Zelensky disse que a Ucrânia estava pronta para respeitar um cessar-fogo no setor energético se a Rússia fizesse o mesmo. Em 14 de outubro, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que nenhum termo específico havia sido acordado; a Reuters informou no domingo que nem Kiev nem Moscou haviam confirmado o acordo anunciado por Trump. [8] [4] [5] [7]
O Ministério da Defesa da Rússia disse que suas forças haviam atingido sete instalações energéticas ucranianas em um ataque noturno naquela semana, descrevendo-as como instalações que beneficiavam as forças armadas da Ucrânia. Trata-se de uma afirmação sobre instalações em uma única operação, e não de uma confirmação da contagem de ataques feita por Zelensky ao longo de uma semana. [5]
Zelensky também pediu a Washington que aumentasse a pressão sobre Moscou, argumentando que as oportunidades para a Rússia ganhar dinheiro a incentivavam a continuar lutando. O Tesouro dos EUA emitiu, em 9 de outubro, uma licença que permite certas transações envolvendo diesel de origem russa até abril de 2027; a licença não estabelece que algum diesel tenha sido entregue. Em 16 de outubro, Trump dispensou disposições de uma nova lei de sanções contra a Rússia, mas sua ordem dizia que as sanções existentes impostas com base em outras ordens executivas não seriam afetadas. Essa decisão posterior não pode explicar os ataques ocorridos no início da semana, e o registro não estabelece que alguma das duas medidas dos EUA tenha motivado os ataques russos.
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